O combate à pedofilia no Brasil
Enviada em 20/10/2017
Na série ‘‘Os 13 porquês’’ a personagem Hannah Baker sofre diversos tipos de assédios que resultam em seu suicídio, fora das telinhas, esse abuso é a realidade de diversas pessoas, sobretudo as do sexo feminino. Apriori, deve-se compreender a distinção entre pedofilia e exploração sexual, esse primeiro é classificado como doença, enquanto o segundo trata-se de um ato de violência sexual, na qual há intenção por parte do abusador obter lucro ou benefício de qualquer espécie.
Mormente, dois aspectos fazem-se relevante: o legado histórico cultural e o desrespeito as leis. O Brasil se formou sobre a exploração sexual, no livro ‘‘Casa-Grande & Senzala’’ do sociólogo Gilberto Freyre há relatos desses abusos, como quando crianças eram obrigadas a se casarem com homens com mais de trinta anos, ou quando as escravas eram estupradas por seus ‘‘donos’’, e ainda utilizadas como ‘‘ventre criador’’, visto que, o filho que nascesse também se tornaria escravo. Semelhante ao filme ‘‘Busca implacável’’ em que o enredo aborda meninas que são sequestradas para venda no mercado sexual. O Brasil, segundo pesquisas recebe diariamente 87 denúncias desse crime, número alarmante, visto que há leis e punições específicas para essa infração.
O ser humano sempre teve necessidade de explorar o meio em que vive, contudo, atualmente os sinônimos de exploração não são os mesmo de anos atrás. Há pouco tempo, tinha como sentido de pesquisas, analises, enquanto hoje equivale a abuso e sofrimento. O ECA e a constituição garantem que é dever da família amar, proteger, cuidar das crianças, porém, em grande parte das denúncias tem os pais como principais suspeitos. De maneira análoga, outro espaço em que há inúmeros casos de pedofilia, é na internet, a qual, o abusador aproveita da ingenuidade da criança para pedir fotos e vídeos íntimos, atualmente registra-se que a cada 5 crianças que usam a web 1 se torna vítima.
Desarte, depreende-se que raízes históricas potencializam atos inconstitucionais no Brasil. Sendo assim, cabe ao Governo Federal construir delegacias especializadas em crimes de abuso sexual e ainda os que são cometidos virtualmente, afinal como o sociólogo Bauman citara as redes sociais são muito úteis, oferecem serviços muito prazerosos, mas são uma armadilha. Ademais, cabe aos pais observarem os conteúdos acessados pelas crianças na web, e ainda que as escolas e instituições promovam palestras a respeito de tal problema, e ofereçam psicólogos aos violentados. E cabe a mídia fazer propagandas que incentivem as denúncias, uma vez que quem se cala também é culpado, e também para romper o silêncio que amedronta as vítimas.