O combate à pedofilia no Brasil
Enviada em 04/11/2017
De acordo com o (ECA) Estatuto da Criança e do Adolescente, a infância dos indivíduos não deve ter agressões físicas ou psicológicas por parte dos responsáveis pela proteção e educação ou de qualquer outro adulto, porém essa máxima é invisível no combate à pedofilia no Brasil. Em virtude, da ausência de um diálogo sobre o tema nas instituições sociais e o policiamento na internet.
A falta de conversação sobre sexo na escola e no ambiente familiar dificulta ainda mais à luta contra os abusos sexuais em menores. Isso é causado, por influência do surgimento da mentalidade cientificista no século XIX, a qual racionalizava as interações sexuais, por exemplo, nas aula de Biologia o sexo só é mencionado no estudo das genitálias, deixando toda a gama de perigos que podem ocorrem no ato da cópula humana e nas preliminares antecedentes do ato, como o estupro. Assim, sem uma cultura de ponderamento acerca do comportamento violento, perpetrado por meliantes, as crianças não reconhecem os indicativos de coação sexual, que poderiam ser evitados por meio do relato delas aos pais ou outros responsáveis.
Outrossim, num mundo com acesso fácil à internet, muitos inocentes de faixa etária pequena, estão vulneráveis a convites de estranhos nesse espaço fictício, aumentando, desse modo, o número de casos de pedofilia. Devido, a esse ambiente de rede social refletir a conduta das pessoas e, também, a capacidade de expor-se anonimamente, como conceituou o filósofo Pierry Lévy: O mundo digital expande a possibilidade das pessoas explorarem seus hábitos da vida real. Ademais, a exiguidade de ações para fiscalizar essas práticas imorais, é o caso de sites que divulgam pornografia infantil, potencializa a execução de tais atrocidades.
Em suma, para garantir os direitos estipulados pelo ECA, cabe ao Plano Nacional de Educação (PNE) criar uma matéria, inserida na grande curricular do ensino médio, que trate sobre os sinais de hostilidade dos indivíduos, transmitida aos alunos e aos pais deles proferidas por acompanhamento psicológico e aulas de educação sexual, incentivando, assim, a possibilidade de denúncias; ao Judiciário, fiscalizar em sites a erotização infantil, por meio da Polícia Federal a fim de verificar a aplicação das leis de direito sociais e ao Estatuto da Criança e Adolescente, engendrar campanhas que versem a respeito da pedofilia, propiciando a denúncia desses casos e como identificá-los em qualquer ambiente repassadas nas redes sociais ou qualquer outro meio de informação digital.