O combate à pedofilia no Brasil
Enviada em 02/11/2017
Adotada pelas Nações Unidas em 1948, a Declaração Universal dos Direitos Humanos visa garantir o respeito à dignidade humana. Entretanto, no Brasil, tais garantias não são verificadas em relação ao combate da pedofilia que se perpetua por ausência de políticas públicas. Desse modo, o diálogo saudável familiar e a denúncia do abuso são imprescindíveis. Primordialmente, a família possuí extrema importância no combate da violência sexual infantil. Por conseguinte, estar atento à mudança de comportamento do filho e acompanhar suas redes sociais, pode ser um grande caminho em prol da luta contra esse mal. Nesse sentido, de acordo com o jornal G1, a maioria dos abusos acontecem por pessoas conhecidas, desse modo, o diálogo com a criança para estimular o relato de possíveis violações, é o principal ponto. Afinal, o Teólogo Dietrich já dizia “O silêncio do mal, é o próprio mal”.
Ademais, a impunidade desses crimes fortalecem a “cultura do medo”. Nesse viés, o medo de denunciar é o principal ponto a ser vencido. Além do mais, o caso de Araceli, criança morta e violentada no Espirito Santo, completou 44 anos sem os criminosos serem condenados. Logo, políticas públicas capazes de estimular a denúncia e prender os acusados, é essencial no combate à pedofilia.
É evidente, portanto, como a ausência de políticas públicas e da denúncia do abuso, fortalecem essas agressões. Nesse contexto, é dever do Ministério da Educação promover, em escolas e universidades, o projeto “não fique calado” e, por intermédio de palestras com psicólogos e rodas de conversas, estimular a denúncia dos abusos. Outrossim, esses encontros contarão com a presença de pais, alunos e comunidade. Além disso, o Poder Executivo juntamente com ONGs devem criar delegacias especializadas e canais de denúncias online em consonância com o apoio psicológico gratuito para as vítimas do abuso, para que os casos de impunidade possam ser vencidos. Só assim, a Declaração de 1948 poderá ser uma realidade brasileira.