O combate à pedofilia no Brasil
Enviada em 26/03/2018
A pedofilia é um grave problema que assola a sociedade brasileira e reflete a forma como aspectos culturais intrínsecos aos brasileiros influenciam na perpetuação do problema. Dessa forma, é preciso compreender que o abuso sexual cometido contra crianças e adolescentes representa uma atitude abominável que precisa ser sanada por meio de ações concretas que envolvam sociedade civil, governo e setores privados.
Sendo assim, é válido ressaltar que um dos entraves no combate à pedofilia no Brasil é a erotização infantil. Desse modo, fomentada pela objetificação da mulher e pela cultura do estupro tal erotização ocorre de maneira inescrupulosa e demonstra como um costume naturalizado pela sociedade expõe a vulnerabilidade de menores. Por conseguinte, os exploradores sexuais se aproveitam disso para legitimar suas ações.
Por outro lado, a omissão da sociedade e, principalmente, da família das vítimas faz com que, muitas das vezes, a pedofilia se torne silenciada, ainda mais que a maioria dos casos advém de pessoas próximas. Segundo dados da SINAN ( Secretaria de Informação de Agravos de Notificação), a maior parte dos casos de violência sexual, cerca de 70% em crianças, aconteceram em casa. Outro desafio a ser superado é o medo, já que, não tendo a criança o discernimento necessário para entender que carinho é diferente de abuso, acaba tornando-se refém da sua ingenuidade.
Portanto, de forma a coibir toda e qualquer forma de violência sexual contra crianças e adolescentes, é preciso que o governo haja em consonância com o setor privado e com a sociedade civil, a fim de elaborar caminhos para efetuar esse combate. Para tanto, é necessário que empresas recém chegadas em um local façam parcerias com o governo para orientar seus trabalhadores, por meio de acompanhamento profissional, acerca dos riscos da pedofilia. Ademais, é necessário que toda a sociedade, sobretudo a família, se mobilize na efetivação de denúncias, rompendo o silêncio e se disponibilizando a conversar e orientar quem precisa. Só assim será possível vencer a pedofilia e valorizar a infância.