O combate ao bullying no Brasil

Enviada em 08/11/2025

No filme “O Extraordinário”, o personagem principal sofre preconceito por ter uma aparência peculiar - marcada por cirurgias - que o levou a usar objetos que escondessem seu rosto, para evitar as críticas. Fora dos cinemas, percebe-se que tal realidade assemelha-se à brasileira, no que concerne ao combate ao bullying. Desse modo, analisa-se: o preconceito social e a invisibilidade da mídia.

Nesse prisma, a discriminação advinda da população contribui para a permanência do problema. De acordo com o pensador Noam Chomsky, “Os Estados não são agentes morais; as pessoas são”. Por essa via, entende-se o grande papel do corpo social, e a sua necessidade de correção moral, no entanto, existem os estigmas, as retaliações e a intolerância destinada a outros cidadãos, somente pelas suas diferenças ou singularidades. Características físicas, mentais ou sociais são o principal alvo da prática do bullying. Logo, é necessário mitigar esses entraves.

Ademais, a desatenção midiática intensifica a gravidade da problemática. Na obra “1984”, de George Orwell, a mídia é caracterizada como um elemento de distorção da realidade. Sob esse viés, os imbróglios sociais são esquecidos e distorcidos, enquanto o cenário real é escondido. Assim, o bullying e seus impactos não têm visibilidade na conjuntura nacional, muitos cidadãos permanecem sem orientações sobre o assunto, e os praticantes desse ato vergonhoso não são contidos. Problemas pscológicos, como ansiedade e depressão, podem ser resultados de tal ato. Desse modo, esse impedimento social deve ser combatido.

Infere-se, portanto, que ações precisam ser adotadas na luta contra o bullying. Por isso, o Estado - órgão que rege o país -, deverá, por meio de parceria com a mídia, criar um programa televisivo de combate aos estigmas e preconceitos, com o objetivo de contribuir para uma sociedade igualitária e sem estereótipos. Com isso, a conjuntura semelhante ao filme será erradicada.