O combate ao bullying no Brasil

Enviada em 25/10/2019

Com base na frase de Augusto Cury, escritor e psiquiatra brasileiro, “Os fracos utilizam a violência, e os forte, as ideias”, acrescido de que, rebaixar e/ou exercer poder sobre o outro é uma prática vista no Brasil desde o período pré-colonial, como foi vivenciado no tempo de escravidão, principalmente sobre negros e indígenas, especula-se que há na sociedade verde e amarela um forte laço histórico, onde o bullying (forma de violência repetida, física e/ou verbal) ainda é fortemente presente, e os afetados são sujeitos discriminados por sua diferença de cor, porte físico, religiosidade ou orientação sexual. Precisamos adotar medidas inadiáveis contra esse tipo de crime, objetivando uma sociedade tupiniquim pacífica e harmônica.

Historicamente falando, o Brasil é um dos países onde houve uma maior mestiçagem no seu processo de formação, sendo povoado por várias etnias, originadas de países de extrema diferenciação. Sabendo disso, presume-se uma grande heterogeneidade genética e cultural, o que de fato há, no entanto, ainda é visto uma intensa discriminação na sociedade. Tal fato comprova-se com os dados da OCDE (Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico), onde aponta que o bullying está presente em aproximadamente 30% dos ambientes escolares, um dos motivos pelo qual imagina-se a dantesca porcentagem é o fato de que em praticamente nenhuma escola pública apresenta suporte psicológico para seus alunos, que por sua vez, encontram-se coagidos em seu círculo social preconceituoso.

Frente às dificuldades brasileiras, aponta-se um claro defeito no cumprir da legislação do país, pois mesmo existindo políticas “garantindo” a proteção e liberdade de todos cidadãos, ainda é abundante o número de pessoas que vivenciam diariamente o bullying, sendo o crime praticado em ambiente escolar (como citado anteriormente), de trabalho e também em espaços públicos. Algo ainda mantém as pessoas receosas de denunciar e tomar providencias para com o criminoso, talvez um medo irracional de uma futura “vingança” por parte do “bullyinador”, entretanto, se o sistema judiciário e o Ministério da Justiça e Segurança Pública funcionassem da maneira adequada, não haveria motivos para temer uma possível consequência.

Portanto, depreende-se que, para a evolução da sociedade brasileira em lugar passivo de bullying, pode ser feito: investimento por parte governamental às escolas públicas, acrescentando psicólogos com o intuito de ajudar a manter a saúde mental de seus estudantes, deve ser buscado novas formas de incrementar a segurança pública, podendo ser através da criação de delegacias especializadas no tal crime, e também com campanhas motivando a não se manter calado, buscando sempre denunciar.