O combate ao bullying no Brasil

Enviada em 28/08/2019

Sob a perspectiva histórica, o bullying nas escolas espartanas como uma prática comum e fortalecedora dos indivíduos. Nesse sentido, a reestruturação desse contexto, o qual enquadra perseguições e intimidações como banalidades, sucede-se por intermédio da ausência de mecanismos estatais de saúde mental nos espaços de formação social. A partir disso, observa-se que políticas públicas, combativas a essas violências com aparatos de cuidado psicológico, são medidas preteríveis frente à problemática.

A priori, o educador Anísio Teixeira, em seu livro “Educação é direito”, concebe as escolas como responsáveis pela preparação dos cidadãos para o convívio no tecido social e qualquer dano nesse processo é prejudicial a toda sociedade. Sob esse viés, a carência de profissionais da saúde mental nas escolas oferece bases para a perpetuação dos ferimentos ao processo de socialização dos sujeitos, ao passo que as vítimas e os acometedores de provocações e humilhações não encontrarão amparo técnico para atendê-los e remediar as situações. Dessa maneira, fere-se a constituição dos indivíduos e vulnerabiliza a a conjuntura social as consequências da ineficiência ao combate a essas violências como, por exemplo, o massacre do Colégio Goyases, em 2017, motivado por zombarias e humilhações, o que é repudiável.

Ademais, segundo ao relatório de saúde escolar global da Organização Mundial da Saúde, no ano de 2018, 43% dos jovens brasileiros relatam sofrerem algum tipo de assédio ou opressão, além do país apresentar escassos métodos para o tratamento desses problemas. Mediante a esse ângulo, nota-se um contexto análogo ao das escolas de Esparta, em que as intimidações e opressões eram encaradas com normalidade e não existiam metodologias de combate a essas agressões físicas e morais . Dessa forma, as carências estatais ante ao elevado índice de vítimas dessas violências não são razoáveis.

Portanto, diante dos fatos supracitados, é dever do Estado agir no sentido de coibir quaisquer danos aos procedimentos de socialização dos sujeitos. Sendo assim, cabe ao Ministério da Educação trabalhar juntamente ao Ministério da Saúde na elaboração e execução de um plano nacional implantador de psicólogos nas escolas brasileiras, por meio de investimentos orçamentários na Secretaria de Gestão Escolar. Desse modo, tem-se o intuito de combater o bullying no Brasil através de aparatos da saúde psicológica nos espaços comunitários.