O combate ao bullying no Brasil

Enviada em 11/09/2019

Atualmente, muito se discute sobre bullying, o termo se origina da palavra “bully” que significa valentão em inglês. A palavra se refere à violência física, verbal ou psicológica que é praticada, principalmente, no âmbito escolar. Sabendo que Durkheim, na teoria de socialização secundária, evidencia a escola como instituição fundamental para a formação da personalidade, faz-se necessária a discussão sobre os autores da prática, bem como das vítimas a fim de entender e combater o bullying.

Em primeiro plano, é preciso entender o que leva jovens a praticar tais agressões. Visto que o âmbito familiar exerce ampla influência na formação de crianças e adolescentes, entende-se que família violentas geram jovens igualmente violentos. Além disso, esses comportamentos agressivos podem, também ser sinal de dificuldade de aceitação pessoal, de modo que, aquilo que não é aceito em si, é apontado no próximo. Essas questões aliadas à dificuldade de se colocar no lugar do outro, podem tornar muito danosas as relações sociais. Para o sociólogo polonês Zygmunt Bauman, esse problema é causado pelo momento em que hoje se vive, a chamada modernidade líquida, que é um ambiente menos empático e mais individualista marcado pela fragilidade das relações.

Outra questão a ser tratada é o dano que tais práticas causam nas vítimas. Após anos sofrendo bullying, as pessoas podem encontrar dificuldades em se relacionar -devido ao isolamento e à exclusão social -, adquirir traumas e pode, até mesmo, ocasionar tragédias como ocorreu em Goiânia em que um jovem, alvo de vexações, matou dois colegas de classe e feriu outros casos. As consequências do bullying também são discutidas na ficção, como na série “13 Reasons Why” em que Hannah Baker comete um suicídio, devido às constantes humilhações que vinha sofrendo. Tirar a própria vida para fugir de perseguições, infelizmente, não é uma alternativa apenas no entretenimento, recentemente, foi realizado um estudo, no Reino Unido, que indica que 1 em cada 5 crianças pensam em suicídio por causa do bullying.

Fica clara, portanto, a necessidade de combate ao bullying. Para isso, as escolas devem, em parceria com o Conselho Tutelar, encontrar e visitar as família dos jovens agressores, a fim de investigar se na estrutura familiar deles há o incentivo à violência, para que, então, as medidas cabíveis sejam tomadas. Além disso, as famílias encaminhar a psicólogos as vítimas para que possam tratar traumas e prevenir possíveis tragédias. Desse modo, cria-se um ambiente saudável para os alunos e torna a escola um melhor ambiente para a formação dos alunos, como evidenciado por Durkheim.