O combate ao bullying no Brasil
Enviada em 04/09/2019
´´13 Reasons Why´´ (Os 13 Porquês) é uma aclamada série americana, produzida por Jay Asher. A série retrata a vida de uma adolescente, Hanna Baker que fala em 13 fitas os motivos que à levaram a cometer suicídio, entre eles, o bullying, drogas e estupro. A partir disso, de maneira semelhante, vê-se a necessidade, hoje, de discutir no Brasil sobre a importância de combater o bullying. Nesse sentido, cabe analisar problemáticas como: a violência presente nas instituições de ensino aliada ao preconceito, em busca de soluções eficientes para findar essa óbice.
Em primeiro plano, é ideal esclarecer que a intimidação sistemática ocorre quando um aluno faz discursos de ódio e logo em seguida pode partir para a agressão física, o que prejudica a vítima ao causar sérios danos como: ansiedade, insônia, medo e depressão. De acordo com dados do G1, cerca de 150 milhões de estudantes no mundo, com idades entre 13 e 15 anos, relataram que sofreram bullying no ambiente escolar. Em suma, as instituições de ensino eram para serem locais de acolhimento e aprendizagem, mas infelizmente está tornando-se um palco de inúmeras violências e tragédias.
Ainda sob essa perspectiva, interessa lembrar que geralmente a vítima da intimidação sistemática tem alguma característica que à torna diferente dos demais, sendo vulnerável às agressões, no entanto o preconceito é notório na prática do bullying, visto que muitos alunos não convivem com as diferenças sem atacar o próximo. Todavia, o Filósofo inglês John Locke, afirmava que o homem nasce uma folha em branco, contudo pode-se dizer que o ser humano preenche essa folha com o tempo, a partir das suas vivências e experiências. Em síntese, essa premissa filosófica, permite, então, que se traga á tona a discussão sobre o bullying, visto que o agressor pratica as agressões baseadas em sua vivência no cotidiano, ele reproduz aquilo que lhe foi ensinado.
Diante desses aspectos, é preciso tomar medidas para deslindar a questão do bullying nas escolas brasileiras. Dessa forma, é necessário que o MEC (Ministério da Educação e Cultura) com o apoio de psicólogos façam eventos sociais em escolas públicas e privadas, como desenvolver atividades educativas com os estudantes, que terá como temática principal a inclusão de todos. Para que a intimidação sistemática possa ser prevenida e diminuída, já que esse meio será para incluir e não para gerar violência. Outra ação relevante, seria que a equipe de professores com o apoio das instituições de ensino organizassem uma cerimônia semanalmente, como palestras que terão o objetivo de discutir o que o preconceito causa nos alunos. Para que os estudantes possam manter-se conscientes de seus atos, e de que podem prejudicar à vida do outro ao cometer atrocidades.