O combate ao bullying no Brasil
Enviada em 04/09/2019
Desde a Revolução Francesa, os princípios de liberdade e fraternidade são essenciais para o desenvolvimento de uma sociedade. No entanto, o bullying rompe com esse ideal revolucionário, uma vez que compromete a convivência harmônica nas escolas. Dessa forma cabe avaliar os fatores que favorecem essa problemática.
É inegável que uma sociedade moldada em uma cultura de preconceito e intolerância é berçário de diversos conflitos. Segundo o sociólogo alemão Max Weber, a ação imitativa é qualquer ação reproduzida sem consciência do indivíduo que a reproduz. Seguindo essa linha de raciocínio, um jovem que está imerso em uma esfera familiar que adota um comportamento violento e intolerante tende a adotar e reproduzir esse comportamento em outras esferas sociais como, por exemplo, a escola.
Ademais, o papel da instituição escolar é tão importante quanto o da família. A ausência de uma estrutura que trate do desenvolvimento da capacidade afetiva do aluno, tal como a falta de uma filosofia do diálogo cria um cenário ideal onde ocorre a persistência da violência. Logo, uma intervenção é necessária a fim de adaptar os centros de ensino.
Nessa perspectiva, medidas são necessárias para combater o bullying no Brasil. A escola, que tem por função social desenvolver as capacidades físicas, cognitivas e afetivas do aluno, deve desenvolver uma cultura de diálogo entre os estudantes, através de palestras com a participação de psicólogos e especialistas, que debatam acerca da importância de uma convivência harmônica. Outrossim, deve incluir os pais e responsáveis nas palestras, com o intuito de esclarecer a necessidade de um ambiente familiar saudável para o desenvolvimento de uma consciência social dos estudantes. Adotando essas medidas, o ideal revolucionário francês poderá ser respeitado e ,finalmente, ser visto na prática.