O combate ao bullying no Brasil
Enviada em 05/09/2019
O ano de 1959 foi marcado pela criação de uma série de quadrinhos pelo cartunista Maurício de Souza, na qual a personagem Mônica sofre a história toda com violência psicológica persistente, praticada por seus amigos, gerando revolta e atitudes agressivas. Nesse ínterim, a obra já abordava um dos assuntos mais polêmicos da atualidade: o bullying. A priori, segundo a ONU, a cada 100 mil crianças e jovens, em média, metade deles já sofreu algum tipo de bullying por razões como aparência física, gênero ou etnia. Nesse contexto, o filósofo John Locke, em sua teoria da tábula rasa, descreve o ser humano como uma tela em branco, a qual é preenchida por experiências e influências. Sendo assim, se a adolescência de um indivíduo for marcada por violência física ou psicológica, este viverá frustrado e poderá desenvolver depressão ou atitudes agressivas para com os outros ou com si próprio. Sob esse viés, a série “Todo mundo odeia o Chris” foi inspirada nas experiências pessoais de Chris Rock – menino que sofria abusos e agressões todos os dias por ser o único negro a estudar na Corleone. Nessa perspectiva, o Brasil viveu um dos maiores massacres em 2011, no Realengo, onde Wellington Menezes invadiu um colégio e atirou diversas vezes, matando 12 pessoas. De acordo com sua carta de suicídio, o rapaz se dizia vítima de bullying, fator crucial de sua revolta e atitude extrema. Destarte, constata-se que que agressões intencionais, verbais ou físicas, feitas de maneira repetitiva, tornaram-se frequentes no âmbito social. Nesse caso, para que a tela da vida não seja preenchida por experiências e influências negativas, torna-se imprescindível a parceria entre o Ministério da Saúde e o MEC, para a contratação de mais psicólogos em postos de saúde e psicopedagogos nas escolas, visando a melhor orientação dos jovens, tanto os que sofrem, quanto aos que praticam o bullying. Assim, a problemática seria de fato amenizada.