O combate ao bullying no Brasil

Enviada em 20/10/2019

Martin Luther King, importante ativista cívico africano, lutou a favor do fim do Apartheid durante a colonização britânica na África, cujo objetivo era denominar um grupo de pessoas como inferiores e, após isso, excluí-lo socialmente. Nesse sentido, apesar da discriminação ser um crime constitucional no Brasil nos dias atuais, ainda é perceptível que a não inclusão gera o principal problema do país: efeitos do Bullying na saúde física e psicológica do indivíduo. Assim, evidencia-se a necessidade de analisar criticamente os avanços e os desafios para uma possível solução da problemática.

A princípio, vale ressaltar o progresso obtido na luta contra o Bullying em amplo território nacional. Zygmunt Bauman, renomado sociólogo polonês, diz: ‘’na era da informação a invisibilidade é equivalente à morte". Tal assertiva se refere à propagação do discurso de ódio na internet, que tem como objetivo produzir sentimentos negativos em determinadas pessoas - ação classificada pela Organização das Nações Unidas como um das causas da depressão e do suicídio, sendo que ambos geram a morte de inúmeras pessoas anualmente. Por tudo isso, grandes empresas privadas estão investindo maciçamente na identificação de palavras associadas ao Bullying nas redes sociais para que haja punições e evitar o contato da vítima com esse ato, como é feito por pesquisadores da Universidade McGill no Canadá com uso de Inteligência Artificial em computadores.

Ademais, é indispensável destacar os desafios enfrentados pelas vítimas de Bullying. O criador da psicanálise, Sigmund Freud, afirmava que o indivíduo tende a alterar seu comportamento para se sentir pertencente a um grupo social. Isso é visto quando um grupo de pessoas se unem em um movimento de constantes postagens de insulto na internet, motivados pela gordofobia, racismo e intolerância religi