O combate ao bullying no Brasil

Enviada em 06/09/2019

“O resultado mais sublime  da educação é a tolerância.” Com essa exímia frase, a escritor Helen Keller, famosa por seu destaque acadêmico, sintetiza sua tese de que o conhecimento é essencial para a inclusão de todas as pessoas na sociedade. Apesar de prevista na Constituição Federal de 1988, a garantia de uma escola inclusiva a todos os indivíduos, na realidade, isso não acontece. Por conseguinte, isso ocasiona uma exclusão dessas pessoas nos âmbitos escolares. Dessa forma, medidas são necessárias para combater a prática de bullying no cenário atual.

É válido analisar, de início, que uma das causas do preconceito com o outro é a falta de um ensino que valorize as diferenças nas escolas. De acordo com o sociólogo Émile Durkheim, os valores éticos e morais são aprendidos na infância. Consequentemente, se uma criança cresce aprendendo que a discriminação com as diversidades sociais é algo normal, ela também irá propagar isso. Dessa forma, é inquestionável que o bullying na sociedade, é reflexo da falha no processo educacional. Assim, mudanças são imprescindíveis para a melhoria dessa realidade.

Vale salientar, ainda, que a ausência da visibilidade sobre o assédio moral gerado nessas pessoas, dificulta sua inserção social. Segundo, o filósofo inglês, Thomas Hobbes, o Estado, é essencial para garantir os direitos sociais, pois, é regulador dos conflitos humanos. A partir dessa ótica, o governo, não cumpre seu papel de beneficiar a sociedade, uma vez que, a falta de campanhas publicitárias sobre a realidade do preconceito no país, distancia os cidadãos do panorama social, incluindo as escolas. Proporcionalmente, segundo pesquisa realizada pela ONU, metade das crianças e jovens do mundo já sofreu bullying por razões como aparência física, gênero, orientação sexual, etnia ou país de origem. Desse modo, é necessário a problemática do bullying para reverter o quadro vigente e integrar as pessoas na sociedade.

Portanto, é fundamental o combate às práticas de discriminação social. Em suma, o Ministério da Educação, deve por meio de debates, cartilhas educacionais e filmes de curta metragem inserir a problemática nas salas de aula, como também, a utilização de exemplos em palestras motivacionais, histórias como a de Helen Keller - primeira pessoa surdo muda a conquistar um bacharelado, - com a finalidade da aceitação das diferenças para um melhor convívio social. Ademais, a mídia deve dar maior visibilidade sobre o debate acerca do bullying com campanhas educativas nos meios televisivos e o engajamento desse tema em novelas e minisséries, a fim de que a educação sobre o assunto seja efetiva. Assim, espera-se combater os desafios relacionados ao bullying no Brasil.