O combate ao bullying no Brasil
Enviada em 12/09/2019
A Lei Antibullying (13.185/2016) obriga escolas e clubes a adotarem medidas de prevenção e de combate ao bullying. Entretanto no Brasil, aumenta do número de violências decorridas de torturas físicas e psicológicas dentro do ambiente escolar. Pois a impaciência, intolerância e agressões que acontecem dentro das salas é uma responsabilidade que deve ser compartilhada entre a família, escola e sociedade.
Em primeira instância, é válido analisar como se amplificou e se propaga mais intensamente a violência. A filósofa alemã Hannah Arendt destaca em suas obras o que chamou de “banalidade do mal”, em que a impregnação da violência, tragédias e crimes podem desenvolver certa naturalização dos horrores. Na sociedade brasileiro o desenvolvimento de agressões, descasos em salas de aula e a intensificação desse desrespeito por meio das mídias sociais podem ter contribuído significativamente para ocorrer sérias consequências.
Nota-se que traumas causados fisicamente e psicologicamente, além de prejudicar no desempenho escolar e em casos extremos, acontecer evasão, direciona também no desenvolvimento de sérias tragédias. Como o Massacre de Realengo de 2011, um ex-aluno vítima de bullying, voltou na escola para machucar gravemente os estudantes e cometer suicídio. Uma não atenção no que se passa nas aulas com os alunos e o comportamento agressivo, geralmente é o reflexo do que o agressor recebe em casa.
Por fim, faz-se necessário que o MEC invisa na formação de professores com o foco na preparação para identificar e lidar com o bullying. Bem como uma ação governamental por meio da Secretária Especial de Direitos Humanos através da divulgação de campanhas de informações sobre a Lei Antibullying e o ECA. E principalmente a abordagem da questão em sala - promovendo uma melhor socialização entre os alunos e empatia, com testemunhos de situações vividas- objetivando-se explicar a gravidade do assunto e combater a agressão.