O combate ao bullying no Brasil
Enviada em 14/09/2019
O bullying é um problema grave em todo mundo e o Brasil não é imune a essa realidade, à qual pode trazer graves consequências para a vida dos envolvidos; assim, é imperativo buscar formas de combatê-lo. Tal prática, ocorre especialmente no ambiente escolar e no virtual.
Nesse sentido, escolas são constantemente noticiadas por episódios de tal natureza, atingindo alunos, professores e funcionários das instituições. Esse cenário, por sua vez, coloca como personagens agressores - que muitas vezes possuem dificuldades familiares e deficiências afetivas - e agredidos, que se tornam submissos a uma opressão na qual eles mesmos passam a acreditar. Isso assemelha-se àquilo que Pierre Bourdieu chamou de “violência simbólica”, onde a linguagem é usada como instrumento de poder. Tal realidade causa males diversos para a saúde dos atingidos - estudo da Universidade de Pittsburg, nos Estados Unidos, mostrou que a violência sofrida na infância pode causar, a longo prazo, problemas como dependência química e hipertensão.
Ademais, o avanço das tecnologias de comunicação, em que pese suas virtudes, têm criado um ambiente propício à disseminação de atitudes agressivas. Nesse caso, o sentimento de impunidade e, muitas vezes, de anonimato dão o tom da inconsequência - que se traduz em mensagens ofensivas, fotos pessoais compartilhadas e até mesmo montagens. Esse cenário é devastador para as vítimas, que acabam sucumbindo em problemas de relacionamento e psicológicos ou até mesmo em atentados contra a própria vida.
É necessário, por conseguinte, promover ações que objetivem o combate ao bullying no Brasil. Nesse contexto, é urgente que o Ministério da Educação faça valer a lei contra intimidação sistemática, seja através de campanhas escolares, treinamento de professores e pais de estudantes ou outros meios. Também é preciso que as polícias federal e civil tornem mais eficazes os meios de identificação e punição de responsáveis direta ou indiretamente por ofensas em meio virtual.