O combate ao bullying no Brasil

Enviada em 16/09/2019

Em 1976, através do filme Carrie, a Estranha, o contexto cinematográfico expôs as consequências da prática do bullying. No contexto, a tímida jovem protagonista sofre uma armadilha pensada por seus colegas de classe para humilhá-la no baile de formatura. Na atualidade brasileira esse tipo de agressão se tornou latente, sendo uma questão governamental a partir de 2016, ano em que a prevenção e o combate ao bullying obtiveram reforços na lei. Desse modo, faz-se necessário evidenciar as motivações da prática, bem como a forma que a escola e a família agem perante a situação.

A priori, é preciso compreender o papel essencial das escolas para o combate ao ato. Isso porque é por meio dela que a exposição será dada, bem como urge a necessidade de diálogo como auxílio aos jovens. Segundo o IBGE, em 2015 a maior incidência dos casos desse tipo de agressão ocorre nas escolas, tendo a aparência física como principal recorte. Isso é devido ao não comprometimento escolar em cumprir a Lei de Combate ao Bullying nº 13.185/2015, acarretando à falta de espaço para que o jovem sinta confiança em expor suas aflições; não obstante, também ressalta a suma importância de as instituições educacionais abordarem o assunto dentro e fora da escola, para que o jovem se sinta seguro perante aos outros alunos e até mesmo em relação aos professores.

Apesar da prática suceder, majoritariamente, no ambiente escolar, a família também possui grande relevância para o combate desse ato. Entretanto, é imprescindível que haja atenção dos responsáveis sobre os jovens para a percepção dos sinais. De acordo com a pesquisa feita em 2017 pela Escola de Enfermagem de Riberão Preto (USP), a má relação com os familiares é um dos fatores que afetam o comportamento das crianças e adolescentes dentro da sala de aula. Nesse sentido, uma vez que o espaço de acolhimento se vê corrompido, os problemas externos tendem a se agravar e, consequentemente, traz mais problemas para a pessoa que sofre com o bullying. Como no ambiente cinematográfico, por ter uma mãe e um ambiente familiar desequilibrado, Carrie não possuía meios para expressar seus sentimentos sobre a escola e seus anseios em relação aos colegas.

Debruçar-se sobre esses impasses é dever de todos para corroborar sua erradicação. Sendo assim, deve-se abordar o tema nas escolas, por meio de aulas informativas, com a presença de um psicólogo, para que o jovem tenha segurança de expor seus sentimentos e apresentar seus anseios, uma vez que um profissional da área da saúde conseguirá direcioná-lo para um melhor tratamento. Por conseguinte, cabe incitar a discussão do assunto no núcleo familiar, através de orientações da própria escola, para que os responsáveis sejam alertados e possam entender o que se passa com suas crianças. Só assim será possível evitar que novas Carries sofram com o bullying futuramente.