O combate ao bullying no Brasil
Enviada em 18/09/2019
“Construímos muitos muros e poucas pontes”. Tal assertiva do cientista Isaac Newton, se alinha com as barreiras de conviver com o diferente, o que recebe amparo na imposição dos limites. Partindo dessa visão, focalizar na problemática do combate ao bullying, é repensar a inclusão em meio a contemporaneidade, com uma mente ainda arcaica, e um compromisso tímido. Dessa forma, a coletividade subsiste passiva no retrocesso.
Nessa perspectiva, o primeiro vetor aponta para a estagnação social, ocasionada pelo discurso midiático inerte. A falta de propaganda envolta de panfletos, televisão,rádio e redes sociais, inspira uma mentalidade patriarcal, em que aceitar a diferença é relativo. Conforme apregoa o filósofo Pierre Bourdieu, em sua teoria “Habitus”, a maneira de perceber e julgar, influência o modo de agir; nesse angulo o pensamento evidencia a disseminação excessiva de esteriótipos que enraíza na sociedade, deixando claro que o padrão aceitável é radicalmente imposto, primordialmente entre adolescentes e jovens, o que destoa uma via dupla _ ter empatia ao desigual ou excluir o inconveniente. Ora, se a imprensa não instruir cuidado, o efeito paira no compromisso social.
Ademais, é importante sinalizar o olhar distante do universo escolar, que corrobora para a não discussão da mazela. De acordo com o site “O Globo”,as escolas brasileiras são duas vezes mais suscetíveis ao bullying do que a média geral de 48 países. Esse dado, destoa um falso sentimento de liberdade entre os indivíduos, quando o ambiente educacional deveria ser acolhedor, torna-se opressor. Desse modo, o não acolhimento das diferenças étnicas, raciais e sociais, transpõe um paradigma ultrapassado, eis o retrocesso.
Repensar o combate ao bullying, é portanto, significativo. Logo, a necessidade de incentivos estatais, para que a mídia dê abertura ao assunto, por meio de campanhas publicitárias, com personalidades famosas que estimulem a desmitificação desse problema, a fim de minorar à questão. Outro agente, é a Escola que deve promover palestras e feiras de ciências, por via do contato do corpo discente, com especialistas na área para uma maior inclusão das divergências, promovendo debates, com fito de desintegrar o preconceito e ter uma harmonia coletiva. Assim, os “muros” serão apenas uma ilusão.