O combate ao bullying no Brasil

Enviada em 26/09/2019

Definido como uma violência intencional e repetitiva, o bullying tem crescido cada vez mais no Brasil. Para combatê-lo, foi sancionado, em 2015, a lei popularmente conhecida como “lei anti-bullying”. Entretanto, mesmo com a lei em vigor, a intimidação sistemática é um problema social que ainda persiste, principalmente nas escolas. Diante disso, deve-se analisar como a falta de empatia e a negligência escolar geram a problemática em questão.

É relevante enfatizar, a princípio, que o individualismo é o principal responsável pelos repetitivos casos de bullying. Isso porque, conforme defendeu Zygmunt Bauman, filósofo moderno, as relações interpessoais estão cada vez mais frágeis e superficiais. Em decorrência dessa fragilidade dos laços afetivos, os indivíduos acabam proferindo discursos de ódio contra outros para mostrar superioridade, não se importando com as consequências de seus atos e palavras na vida do próximo.

Atrelado a falta de empatia, a negligência escolar também é agravante da questão. Isso acontece porque, de acordo com Paulo freire, é necessário criar uma cultura da paz, estimulando o convívio com as diferenças. Entretanto, isso não ocorre em muitas escolas, o assunto do bullying ainda é tratado como tabu pela escola e seus docentes que não falam sobre o tema, não punem os agressores e nem auxiliam os agredidos. É por conta da não estimulação dessa cultura que muitos sentem-se livres para fazer e falar o que querem, inclusive professores ao denegrir alunos por conta de suas dificuldades em determinadas matérias.

Torna-se evidente, portanto, que o individualismo e a omissão escolar geram a problemática em questão. Em razão disso, é necessário que a escola, em parceria com as famílias, estimulem o pensamento ético coletivo dos indivíduos, a partir de atividades interdisciplinares e diálogo. Ademais, é necessário que o ministério da educação, em parceria com as escolas, crie e aplique punições aos agressores, acabando com a ideia de impunidade, além de disponibilizar auxílio psicológico as vítimas e falar mais sobre o tema no cotidiano por meio de projetos sociais. Assim, o objetivo da lei poderá ser cumprido, erradicar o bullying.