O combate ao bullying no Brasil

Enviada em 30/09/2019

Desvalorização. Discriminação. Abuso. Formas que se dão o Bullying e que podem ser melhor compreendidas através da Violência Simbólica, capítulo compreendido na obra do filósofo francês Pierre Bourdieu. No brasil, ainda que exista lei para sanar esse tipo de violência (13185/2016), há negligências e imprecisões, o que exige a manutenção e melhorias

Em primeiro lugar,é importante destacar que, em função das novas tecnologias como videogames e internet, a população está cada vez mais exposta a conteúdos negativos. Consoante a isso, lembra-se do jogo “BULLY” completamente nocivo a formação dos jovens e crianças que acessavam, uma vez que este é repleto de estereótipos, dentro do contexto escolar plural e multifacetado, possuindo violência física e também moral. Isto é, acordante com Bourdieu, e serve como exemplificação dos mecanismos sutilmente utilizados para interposição e legitimação da violência simbólica e o bullying, onde ocorre desvalorização e discriminação da diversidade em vários aspectos.

Por conseguinte presencia-se uma lei inexata, que apenas mascarou o problema, ao invés de resolver, uma vez que ela não prevê a obrigatoriedade de fiscalizar a sua aplicabilidade e, não cita qualquer criação de uma comissão especializada para assegurá-la. Logo, é possível concluir a ineficácia da lei, já que não possui previsão de punição ou reeducação nem qualquer garantia de fiscalização para a sua aplicação efetiva. Vale lembrar que, tragédias como as de Suzano e Realengo, na qual ex-alunos que eram vitimas do bullying invadiram escolas para se vingar, poderiam ter sido evitadas se essas agressões tivessem sido evitadas e as sequelas emocionais fossem tratadas.

Portanto, é mister que o Estado tome providências para amenizar o quadro atual. Para a conscientização da população a respeito do problema urge que o Ministério da Saúde se alie ao MEC (Ministério da Educação)e, por meio de verbas governamentais, contrate  um corpo de profissionais, contendo psicólogos e especialistas para fiscalizar periodicamente a aplicação desta lei, virtualmente e fisicamente. Também é necessário que esse desenvolva mecanismos que auxiliem na formação dos professores, afim de ensiná-los a identificar e lidar com o bullying, tanto como agressor quanto com a vítima. Somente assim, será possível combater a passividade e a negligência mediante a esse assunto no Brasil, evitando tragédias como as supracitadas.