O combate ao bullying no Brasil
Enviada em 27/09/2019
Promulgada pela Organização das Nações Unidas em 1948, a Declaração Universal dos Direitos Humanos garante a todos os indivíduos o direito a segurança e ao bem-estar social. Contudo, a prática do bullying impossibilita que a população desfrute desse direito universal na prática. Diante dessa perspectiva, cabe avaliar os fatores que favorecem essa problemática.
Nesse contexto, segundo o filósofo Frederick Angel, " O ser humano é influenciado pelo tempo horizonte que vive." Nesse âmbito, nota-se que a prática do bullying tem influenciado a sociedade de forma negativa. A exemplo disso, de acordo com o Programa Internacional de Avaliação de Estudantes - Pisa -, 17,5% dos estudantes brasileiros sofreram algum tipo de bullying durante o ano letivo. Além disso, consoante o mesmo estudo, as agressões também ocorrem no ambiente digital, denominado “cyberbullying”. Dessa forma, faz-se urgente a formulação de uma ação para combater esse conduta.
Outrossim, vale também destacar os danos à saúde humana ocasionados por essa violência. A exemplo, concordante dados divulgados pela BBC Brasil mostram que, entre 1980 e 2014, um índice de suicídio entre jovens de 15 a 29 anos aumentou 27,2% no Brasil ocasionados pelo bullying. Ademais, o suicídio já é a segunda maior causa de morte nessa faixa etária , segundo dados na Organização Mundial da Saúde - OMS -. Logo, tal comportamento contribui com proliferação desse problema.
Portanto, medidas são cruciais para combater essa realidade.Em primeiro lugar, o poder público, criador da lei que incentiva ou combate a prática, pode fiscalizar como instituições e fazer valer ou que não esteja no Diário Oficial, contratando, inclusive, mais psicólogos para grupos e promovendo treinamentos. Em segundo plano, a mídia pode denunciar os casos, facilitar o trabalho do governo e, é claro, conscientizar a população. Deve, também, por meio de ficções, levar uma discussão para a família, mostrar a importância do assunto a ser tratado em casa. Uma escola, então, pode chamar os pais para debater e, com palestras e reuniões em grupo, mostrar o seu papel nessa prevenção. Uma mudança é necessária, posteriormente, é preciso início para garantir a execução dos Direitos Humanos na prática.