O combate ao bullying no Brasil

Enviada em 28/09/2019

Na série “Os Treze Porquês”, da Netflix, a personagem principal, Hanna, sofre violências físicas e psicológicas, fato que levam ao seu suicídio. Fora das telas, no Brasil, o bullying se tornou uma problemática social que necessita ser combatido. Dessa forma, conhecer e mitigar as suas causas é imprescindível para evitar suas infelizes consequências.

Em uma primeira análise, é importante destacar que a falta de empatia e o individualismo existente na sociedade são os principais geradores do bullying. Dentro desse contexto, de acordo com o filósofo Zygmunt Bauman, a sociedade está englobada na Modernidade Líquida, caracterizada pelo egocentrismo e relacionamentos descartáveis. Desse modo, lamentavelmente, sem se preocupar com os sentimentos alheios os praticantes da violência, juntamente com suas famílias, normalizam seu próprio comportamento. Portanto, com a impunidade dos agressores as consequências de seus comportamentos abusivos podem ser fatais.

Nessa mesma perspectiva, problemas psicológicos e queda de rendimento escolar são alguns dos efeitos negativos da problemática. Nesse seguimento, muitas vezes as consequências dessa violência são ignoradas e tratadas com desdém. Todavia, segundo o Programa Internacional de Avaliação Estudantil, o PISA, 1 a cada 10 estudantes sofrem bullying. Nesse sentido, a depressão e, até mesmo, a evasão escolar, tristemente, são comuns. Logo, é imprescindível intervenções.

Fica claro, portanto, que uma ação conjunta entre governo e escolas é necessário para combater as causas e amenizar as consequências. O Ministério da Educação, juntamente com o da Saúde, deve promover workshops nas escolas, para os alunos e os seus responsáveis, para evitar novos praticantes dessa violência, por meio de palestras para os pais e dinâmicas que envolvam companheirismo entre alunos. Ademais, a escola deve fornecer tratamento psicológico aos que sofrem e sofreram com o bullying, por meio de um psicopedagogo e assim evitar a fatalidade. Por conseguinte, o bullying terá espaço somente em ficções e não na vida real.