O combate ao bullying no Brasil

Enviada em 28/09/2019

“O importante não é viver,mas viver bem”.Segundo o sociólogo Platão,a qualidade de vida tem tamanha importância de modo que ultrapassa o da própria existência.Entretanto no Brasil,isso não é realidade para uma boa parcela da população,uma vez que o bullying torna-se um desafio a ser combatido na sociedade,tendo em vista que isso não é uma questão individual,e sim coletiva,com impactos sociais e econômicos.Assim,deve-se entender melhor o contexto para que se possa liquidá-lo de maneira eficaz.

Em primeiro lugar,é importante ressaltar como o Governo e suas aplicações estejam entre os impulsionadores do problema nos centros acadêmicos.Nesse caso,a Constituição Federal de 1988 garante a todos os indivíduos o direito à educação,segurança e ao bem-estar social.Contudo,isso não é firmado na medida em que as escolas não estão totalmente preparadas para receberem os alunos,uma vez que há carência de infraestrutura,suporte técnico e funcionários capacitados,medidas que reduziriam os índices de preconceitos e,com isso,mostrariam a importância da inclusão social para com todos.Logo,uma melhor administração do Estado é imprescindível para transpor o impasse.

Outrossim,vale também salientar que essa fragilidade educacional causa impactos na saúde mental dos jovens.Dentre isso,o sociólogo Zygmunt Bauman afirma que o período de mudanças de valores vividos pela sociedade é uma característica da “modernidade líquida”.Paralelamente à Bauman,isso pode ser explicado pelo aumento de 18,4% nos casos de depressão como constatado pelo Ministério da Saúde,na qual a falta de diálogo aliada ao individualismo das pessoas,permitem criar um ambiente fértil nas relações econômicas e sociais do país.Portanto,somadas tais medidas,levam à alarmante conclusão de que,se nada for feito,os danos sociais na saúde mental dos alunos só tendem a crescer.

Em suma,medidas são necessárias para mitigar os problemas do bullying na sociedade brasileira.Para tanto,cabe ao Governo Federal investir na educação,por meio da capacitação profissional para que sejam ministradas nas escolas disciplinas interativas que detalhem a importância do respeito e viver com as diferenças,garantindo a transparência para com todos.Ademais,convém às entidades governamentais,formar parcerias com empresas privadas,com o intuito de criar programas assistenciais,como canais de atendimentos com psicólogos para que as pessoas que se sentirem necessitadas se tratarem com ajuda profissional,fortalecendo o diálogo e ampliando a cidadania, tendo em vista que o Estado tem a função de regrar e organizar a população.Desse modo,será possível minorar os efeitos do bullying e,somente assim,poder devolver o direito de segurança e ao bem-estar social bem como defendido pela Constituição Federal de 1988.