O combate ao bullying no Brasil

Enviada em 30/09/2019

Texas, EUA; Hannah Baker, uma nova aluna do colégio Liberty High é alvo de Bullying por seus colegas constantemente, meses depois é noticiado que a garota se suicidou. Fora da ficção, é fato que a realidade apresentada pela famosa série “13 Reasons Why” pode ser relacionada ao âmbito de diversas escolas brasileiras: gradativamente, diversos alunos sofrem ao enfrentar o Bullying no cotidiano escolar, cenário esse que desrespeita tanto o bem-estar e a saúde quanto a educação.

Convém ressaltar, em primeiro plano, que o bullying se configura como um ato de violência psicológica, e que ocorre com frequência na rotina acadêmica de diversos estudantes o que, muitas vezes, gera transtornos de ansiedade e, consequentemente, problemas graves a saúde. Nesse sentido, é notório que o bullying é de extrema relevância para alavancar processos maléficos a saúde e ao bem-estar dos alunos, tendo em vista que pode gerar baixa autoestima, depressão, problemas imunológicos e, até mesmo, pensamentos suicidas. Em meio a isso, cabe salientar que, segundo dados do portal G1, mais de 65% dos jovens relatam ter sido vítimas de algum tipo de violência escolar; números que mostram o quão grave se torna a problemática.

Por conseguinte, além dos empecilhos causados ao bem-estar e a saúde, a educação dos alunos também é constantemente violada, tendo em vista que com a eventualidade do bullying na rotina estudantil, uma das principais sequelas é a aversão escolar. Com isso, o aluno perde o interesse pela escola devido aos ataques e recorre a evasão escolar, fator que afeta o futuro educacional do estudante e demonstra a falta de acolho e comunicação com país e professores - que ocorre, muitas vezes, por medo e/ou vergonha -, o que é preocupante .Diante disso, pode-se vincular o pensamento do filósofo Jean-Paul Sartre, em que não importa a maneira como é manifestada, a violência será sempre uma derrota. Sendo assim, é notório que a violência é um mal para a sociedade e, logo, deve-se combatê-la.

É evidente, portanto, que medidas são necessárias para dirimir a questão. A priori, é fundamental que a partir da composição tripartite - Governo, Ministério da saúde e Mídia - haja a a divulgação dos malefícios a saúde decorrentes do Bullying, por meio de campanhas impactantes e abrangentes que incentivem a conscientização e mostrem a realidade das vítimas desses atos, para que assim ocorra a dissolução dessa conjuntura e os alunos possam ter maior empatia uns com os outros. Além disso, é importante que a família e a escola realizem debates para aumentar a repercussão do assunto no ambiente escolar e, assim, os alunos se sintam mais confortáveis em pedir ajuda. Só assim, será possível evitar que casos como o de Hannah Baker, venham a ocorrer.