O combate ao bullying no Brasil

Enviada em 30/09/2019

São Tomás de Aquino defendeu que todas as pessoas precisam ser tratas com a mesma importância. Contudo, a questão do bullying contraria o ponto de vista do filósofo, uma vez que, no Brasil, os jovens são vítimas de discriminação constante. Diante dessa perspectiva, percebe-se a consolidação de um grave problema de contornos específicos, seja em virtude da injustiça, seja pela lenta mudança na mentalidade social.

Convém ressaltar, a princípio, que impunidade caracteriza-se como um complexo dificultador. Nesse sentido, a máxima de Martin Luther King de que “a injustiça num lugar qualquer é uma ameaça à justiça em todo lugar” cabe perfeitamente. Desse modo, tem-se como a consequência a generalização da injustiça e a prevalência do sentimento de insegurança coletiva no que tange aos caminhos para combater o bullying no Brasil.

Outro ponto relevante, nessa temática, é a dificuldade enfrentada por questões socioculturais. Conforme Durkheim, o fato social é a maneira coletiva de pensar. Sob essa lógica, é possível perceber que a questão bullying é fortemente influenciada pelo pensamento coletivo, uma vez que, se as crianças crescem em inseridas em um contexto social de opressão, a tendência é adotar esse comportamento também, o que torna sua solução ainda mais complexa.

Torna-se evidente, portanto, que é imperioso que as prefeituras proporcionem a criação de oficinas educativas, a serem desenvolvidas nas semanais culturais dos colégios estaduais. Esses eventos podem ser organizados por meio de atividades práticas, como jogos e dinâmicas, de modo a proporcionar a visualização do assunto, além de palestras com sociólogos que orientem o combate ao bullying para os jovens e suas famílias, afim de efetivar a elucidação da população sobre o tema. Por fim, é preciso que a comunidade olhe para problemática com mais amor, pois, como descreveu o poeta Leminski: “Em mim, eu vejo o outro”.