O combate ao bullying no Brasil
Enviada em 04/10/2019
Na obra “Utopia”, do escritor inglês Thomas More, é retratada uma sociedade perfeita, na qual o corpo social padroniza-se pela ausência de conflitos e problemas. No entanto, o que se observa na realidade contemporânea é o oposto do que o autor prega, uma vez que a prática de “bullying” no Brasil apresenta barreiras, as quais dificultam a concretização dos planos de More. Esse cenário antagônico é fruto tanto de uma educação de base precária, quanto da falta de fiscalização das redes sociais. Diante disso, torna-se fundamental a discussão desses aspectos, a fim do pleno funcionamento da sociedade.
Primeiramente, é fundamental pontuar que a ineficácia do combate às práticas de “bullying” deriva da baixa atuação dos setores governamentais, no que concerne à criação de mecanismos que coíbam tais recorrências. Segundo o pensador Thomas Hobbes, o estado é responsável por garantir o bem-estar da população, entretanto, isso não ocorre no Brasil. Devido à falta de atuação das autoridades, perceptível na educação de base, gerando ambientes escolares com estrutura defasada e profissionais despreparados para lidar com o combate ao “bullying”. Desse modo, é necessária a reformulação dessa postura estatal de forma urgente.
Ademais, é importante ressaltar à falta de fiscalização das redes sociais como promotor do problema. “No meio do caminho tinha uma pedra, tinha uma pedra no meio do caminho”. Esse trecho do poeta Carlos Drummond de Andrade retrata um obstáculo. Partindo desse pressuposto, essa pedra no caminho da sociedade brasileira, atualmente, pode ser associada a exagerada liberdade que às crianças e adolescentes tem no ambiente virtual das redes sociais. Esse fato, acaba transformando a “internet” em um impulsionador das práticas de “bullying”, por meio de postagens com ofensas relacionadas a aparência, cor, estatura e peso. Tudo isso retarda a resolução do empecilho, já que à falta de fiscalização das redes sociais contribui para a perpetuação desse quadro deletério.
Fica claro, portanto, que a educação de base precária e à falta de fiscalização das redes sociais são prejudiciais ao combate da prática de “bullying” no Brasil. É necessário que o Ministério da Educação invista na educação de base, por meio da modernização do ambiente escolar e da especialização de professores na área de combate ao “bullying”, com profissionais que já atuam na área e materiais didáticos específicos. Como também, a Mídia deve fazer campanhas para alertar a população da importância de fiscalizar o que às crianças e adolescentes fazem no ambiente virtual das redes sociais, através de anúncios na televisão e “internet”, com personalidades famosas, em horários de grande audiência e acesso. Garantindo assim, a aproximação da Utopia de More.