O combate ao bullying no Brasil

Enviada em 04/10/2019

Segundo o sociólogo Paulo Freire, o termo “Cultura de Paz”, designado por ele, representa a convivência de uma sociedade na qual respeita as diferenças e repudia o preconceito. Embora teórico, a ideia do autor revela um cenário utópico, comparado ao problema de bullying no Brasil. Sobre essa temática, dois aspectos fazem-se relevantes: as características do fenômeno de violência e as circunstâncias sociais que ampliam esses comportamentos.

A priori, é importante entender o significado da prática do “bullying”. De acordo com o filósofo Michael Foucault, o contraste de característica presente em um ambiente social ocasionam relações de poderes, nas quais utilizam a violência como ferramenta de ameaça. Análogo À situação do “bullying”, a falta de respeito para com outrem consoante ao preconceito estrutural (de gênero, raça e religiosa) corroboram para um estado, no qual o agressor usa a violência (seja era verbal, física ou psicológica) como mecanismo de defesa social perante ao diferente.

Paralelamente, a população propicia a prática do “bullying”. Apesar da palavra violência ter uma semântica negativa na sociedade contemporânea, as relações sociais e o culto à violência (por meio de filmes e revistas de entretenimento) banalizam o combate às práticas de “bullying” e ensaiam o comportamento das futuras gerações. Prova disso é o termo “Fato social”, do filósofo Émile Durkheim, o qual revela os comportamentos sociais advém da influência que a sociedade exerce sobre o indivíduo, ou seja, o comportamento individual é construído a partir de preceitos sociais já existentes. De fato, as práticas sociais relacionadas à violência têm consequências e devem ser solucionadas.

Urge, sendo assim, uma necessária intervenção educacional do Governo para com a sociedade. Para isso, é fundamental o Governo Federal (Ministério da Família e o Ministério da Educação) criar um projeto anti-bullying, no qual apresente, nas escolas públicas, campanhas (por meio de palestras e atividades extracurriculares) com pedagogos e alunos, para orientar, ajudar e ensinar sobre o convívio com as diversidades e o respeito com os colegas. Assim, o projeto tem o intuito de mudar a perspectiva de violência, na sociedade, a partir da normalização da diversidade no campo educacional, do mesmo modo que Paulo Freire idealizou com a Cultura de Paz.