O combate ao bullying no Brasil
Enviada em 05/10/2019
Na série “13 Reasons Why”, Hanna, a protagonista, se suicida devido as diversas formas de bullying praticado pelos colegas, mostrando o despreparo da família e da escola sobre o tema. Fora das telas, a realidade é exatamente igual, devido a cultura enraizada e a falta de comprometimento dos órgãos superiores sobre o assunto.
Primeiramente, é notório que o bullying sempre existiu. Uma prova disso foi na colonização do Brasil, onde os índios foram humilhados e massacrados, se tornando escravos juntamente com os negros vindo da África, tendo passado por isso devido a sua cor. Nesse sentido, a violência, agressão e a perseguição só ganharam um nome “bullying”, e devido as leis antibullying, elas se tornaram um prática “oculta”.
Ademais, é válido ressaltar que a criação destas leis foi um grande avanço, mas ainda há o descaso dos órgãos em se preocuparem com a despreparação dos professores e familiares para reconhecerem os sinais do aluno, e para sanar a prática. Como diz o filósofo Kant, “o homem é o que a educação faz dele”, seguindo essa linha de raciocínio, os adolescentes e crianças praticadoras do bullying foram educados dessa maneira para serem dessa forma? Sendo assim, há uma contradição entre a lei e a realidade. De acordo com a lei antibullying, as escolas são obrigadas a tomarem medidas de prevenção, o que demonstra o despreparo da escola com o assunto, fazendo-se um ciclo “aprendo, logo pratico”.
Portanto, medidas são necessárias para acabar com o bullying. Dessa forma, o MEC (Ministério da Educação), deve promover o ensino “consequências do bullying na atual sociedade brasileira”, como matéria curricular básica, em todos os níveis de ensino, ministrada por professores na área de sociologia e filosofia, sendo ensinados por meio de materiais didáticos como livros, sites e trabalhos que visem a integração da sociedade do município. Para que decorrente de processos futuros a sociedade possa desfrutar do direito ao bem- estar social.