O combate ao bullying no Brasil

Enviada em 11/10/2019

No ano de 2011, o Rio de Janeiro protagonizou um massacre onde um ex estudante assassinou 12 jovens em sua antiga escola justificando o ato como vingança por ter sofrido bullying no passado. Desde então, essa temática ganhou uma discussão mais aberta no Brasil, mas ainda é fraca em comparação com o impacto que esse tipo de assédio traz para a vida de quem o sofre. Nesse viés, essa problemática tem como responsável a maneira insensível que se enxerga o próximo e a falta de noção da influência que tal atitude causará na “vítima”.

Primeiramente, nota-se que o bullying acontece mediante a uma insensibilidade para com o próximo. Em escolas, jovens agridem física e verbalmente outros colegas em troca de autossatisfação. Para o sociólogo Zygmunt Bauman, atitudes egoístas como esta são atribuídas a um “hiperindividualismo”, onde o ser humano pós-moderno torna-se cada vez mais apático ao sentimento e ao bem-estar de seu semelhante.

Além disso, aquele que é acometido a esse tipo de agressão vexatória pode ter como consequência uma fragilidade em seu psicológico. O efeito que essas “vítimas” pode ter são: isolamento social, baixa-autoestima e também baixo rendimento escolar já que o bullying desestrutura e desestabiliza emocionalmente aquele que o sofre e acaba trazendo reflexos negativos em toda a vida dessa pessoa.

Portanto, pode-se observar pelas consequências a importância desse assunto ser pautado constantemente no Brasil. Em 2018 foi aprovada pelo então presidente Michel Temer uma lei que promove uma conscientização em escolas sobre o bullying, mas esta lei deve estar aliada a profissionais como psicólogos, por exemplo, nas instituições de ensino para que esses auxiliem professores e funcionários escolares a lidarem com essa prática entre seus alunos. O Ministério da Educação também deve proporcionar palestras para pais e alunos para promover a conscientização do impacto negativo que tal ato traz para vida não só de quem o sofre, mas de todos ao seu redor para que fatos como o de 2011 não venham a se repetir.