O combate ao bullying no Brasil
Enviada em 12/10/2019
Em 2011, na cidade de Realengo (RJ), um ex-aluno adentrou à escola e matou diversos estudantes; logo depois, cometeu suicídio. Tal quadro é reflexo da precariedade no combate ao Bullying no contexto hodierno brasileiro, seja pela deficiência na comunicação entre docentes e discentes, seja pela ausência de medidas punitivas efetivas sobre os agressores. É preciso, portanto, encontrar subterfúgios para mitigar essa contrariedade.
Em primeiro lugar, cabe à Escola papel de culpada pela existência de tal vicissitude. Segundo a OCDE, o Brasil sofre duas vezes mais ações de bullying do que o resto do mundo. Tal fato pode ser explicado pela falta de profissionais adequados para realizar a prevenção do problema por meio do diálogo e palestras, além do mau uso do tempo escolar, na medida em que estudantes não recebem aulas didáticas e planejadas que prendam a atenção.
Em segundo lugar, a falta de medidas repreensivas contribui para a perpetuação do quadro mencionado. Na série americana “13 reasons why”, a protagonista, Hannah Baker, comete suicídio após sofrer com as atitudes de seus colegas de escola. A escola atribuiu caráter de fatalidade ao caso e ninguém foi punido, o que promoveu agressões contra outros estudantes. Em vista disso, é necessário uma reestruturação legislativa e sua correta aplicação para minimizar casos como o de Hannah.
Depreende-se que o Brasil sofre com ações de bullying e medidas preventivas e punitivas são necessárias. Por isso, o Ministério da Educação deve promover a capacitação de profissionais por meio de cursos gratuitos ofertados em instituições federais, com o intuito de assegurar o debate escolar como forma de prevenção. Ademais, é responsabilidade do setor Legislativo regulamentar leis para a correta punição daqueles que insistirem nas ações ofensivas, por meio da votação na Câmara dos Deputados, com o objetivo de refrear tal contrariedade. Com isso, a sociedade será influenciada a evitar ações como a de Realengo.