O combate ao bullying no Brasil

Enviada em 14/10/2019

A Declaração Universal dos Direitos do homem e do cidadão, promulgada em 1948, pela ONU, assegura a todos o direito à dignidade. Entretanto, o alto número de casos de bullying no Brasil é uma prova irrefutável que esse direito não é experimentado na prática. Esse panorama adverso constitui um desafio, de uma ação mais engajada do poder público e de instituições formadoras de opinião com o fito de amenizar essa problemática supracitada.

De fato, as escolas e as famílias não participam de maneira efetiva no combate ao bullying. É o caso, por exemplo, da ausência de informações transmitidas às crianças nas escolas e no âmbito familiar, pois essas instituições negligenciam o assunto e não promovem debates suficientes e informativos sobre o assunto, o que leva os adolescentes a pensarem que tal prática é comum. Em seguida, muitos são afetados, seja com agressões físicas ou psicológicas que sofrem frequentemente nas instituições de ensino, circunstância que é absolutamente prejudicial aos indivíduos uma vez que afeta a sua juventude, o desempenho escolar e as relações socioafetivas.

Ademais, no tocante ao poder público, é evidente as ações insuficientes no que se refere o combate  ao bullying. Nesse contexto de políticas públicas ineficazes, destaca – se a ausência de rigidez nas leis que punem os praticantes, essa negligência tem como consequência a manutenção dessa grave situação, já que a falta de rigor nas leis traz aos indivíduos a falsa sensação de impunidade, o que faz com que o número de pessoas afetadas cresça exponencialmente a cada ano. Nesse sentido, Goethe afirmava que a maior necessidade de um estado é a de governantes corajosos, e o pensamento do autor exemplifica bem a importância do governo no combate a essa grave problemática.

Portanto, para que haja uma diminuição do número de casos bullying no Brasil, faz- se necessário que o Poder Executivo, encaminhe ao Congresso, em regime de urgência, projetos de lei que tipifique tal prática como crime inafiançável, a exemplo do que já ocorre com o racismo, a fim de tornar mais rápida e severa sua punição. No que tange ao âmbito escolar, é imprescindível a promoção de palestras nas escolas, com pais, alunos, psicólogos e professores, para discorrerem sobre o tema, com o intuito de desconstruir, em médio prazo, essa ato execrável. Sendo assim, essas medidas podem ajudar a solucionar a problemática, e garantir a todos o direito à dignidade.