O combate ao bullying no Brasil

Enviada em 21/10/2019

Na obra literária Polyanna,da escritora americana Eleanor Porter,uma menina é ensinada pela família a fazer o “jogo do contente” para sentir-se otimista e capaz diante dos problemas,o que durante a trama mostra-se essencial na manutenção da sua saúde mental.Entretanto,no contexto atual,diante da prática do bullying ou intimidação sistemática,dificilmente alguma criança ou jovem conseguiria ser Polyanna sem a devida orientação,pois essa violência tem somente pontos negativos.Dessa forma,combatê-la é imprescindível e isso ocorrerá com esforços da família e da escola,visto que suas funções são o desenvolvimento da inteligência emocional e de pessoas tolerantes e respeitosas.

Deve-se pontuar de início,que o combate ao bullying começa na construção da subjetividade  e alteridade dentro dos núcleos familiares,uma vez que o indivíduo incorpora formas de agir em sociedade e aprende sobre relações humanas no convívio parental.Nesse sentido,no livro Polyanna,já supracitado,a romancista americana reitera a importância de fortalecer a auto estima e prevenir sobrecargas emocionais nas crianças,ensinando-as a dialogar,cuidar do emocional e aprender que agressões físicas ou psicológicas não pertencem ao convívio social.Sendo assim,a família é essencial para que a intimidação sistemática não encontre razões para ocorrer frente ao caráter respeitoso,solidário e de amadurecimento psicológico dos jovens e crianças brasileiras.

Outrossim,a escola tem papel fundamental na reafirmação e fortalecimento da boa educação psíquica advinda da família para que o fim do bullying ocorra.Nesse contexto,o educador e filósofo Paulo Freire evidencia que a educação escolar deve expor injustiças,incentivar a tolerância e a convivência com os diferentes,e formar a “cultura de paz”.Dessa forma,fica claro que tanto as vítimas quanto os praticantes da intimidação sistemática sofrem com deficiências na inteligência emocional,que não foi corretamente estimulada ou reafirmada,e procuram o isolamento ou a violência como resposta ao que estão sentindo criando uma cultura contrária ao estado de pacificidade escolar.

Infere-se portanto,que o combate ao bullying  no Brasil encontra na família e na escola importantes aliados,mas é necessário apoio de outros setores para que consigam cumprir suas funções.Urge então que,o Poder Legislativo aprove o Projeto de Lei,há mais de 18 anos em processo,que torna obrigatória a  presença de psicólogos nas escolas,os quais podem ser fornecidos pelas faculdades da área como o estágio final,e que além do atendimento,encaminhem a família do estudante ao CAPS(Centro de Atenção Psicossocial).Logo, a manutenção de uma convivência pacífica poderá ser alcançada,por meio do fortalecimento da saúde mental dos educadores,educandos e familiares.Ademais,combater o bullying é aprender  e ensinar a ser cada vez mais “Polyanna”.