O combate ao bullying no Brasil
Enviada em 18/10/2019
Segundo o filósofo brasileiro Paulo Freire, a escola será cada vez melhor, na medida em que cada ser se comportar como colega, como amigo, como irmão. Nesse viés, o pensamento do filósofo faz uma analogia ao recente quadro do Brasil, onde são frequentes os quadros de bullying em âmbito escolar, ocasionando bullycídios ou tragédias em decorrência de vinganças. Desse modo, a participação dos pais em retratar o assunto com os filhos e a colaboração dos educadores, são uma das ferramentas para combater a problemática.
Nesse sentido, ao analisar a historicidade, onde a partir da década de 1970 teve-se um novo olhar para discussão das consequências do bullying e a chegada do termo em 1990 no Brasil, no qual estava havendo milhares de tentativas de suicídios. Embora, apesar do trabalho da mídia e conscientização ter tido uma progresso, por outro lado cresceu ainda mais os casos de violência, como mostra a pesquisa da Ipasos, em que o Brasil é o segundo país do mundo onde crianças e adolescentes sofrem bullying sendo físico ou virtual. Nesse ínterim, o estigma dos pais em conversar com os filhos sobre as consequências da prática da coação, contribuem ainda mais para o aparecimento da problemática.
Concomitantemente, com o crescente aumento de crianças e jovens sofrendo bullying, cresce a negligência dos pais e dos profissionais especializados em âmbito escolar que acaba por fazer com que essas vitimas se tornem vingativas, resultando em tragedias a exemplo, o ocorrido na escola de Columbaine nos Estados Unidos. Nesse contexto, o desequilíbrio emocional somado ao sofrimento por causa das opressões contribui infelizmente, para atitudes vingativas. Logo, o acolhimento por parte dos responsáveis e da escola é fundamental para que casos como esse não se tornem negligenciados por ambas as partes.
Portanto, é de suma importância combater esse impasse. Para tanto, o Ministério da Educação (MEC), deverá atuar em parceria com o Ministério da Saúde, desenvolvendo projetos educacionais, por meio de palestras e a contratação de profissionais especializados no assunto que atuem em âmbito escolar, visando o atendimento individual do aluno, assim como, a participação dos responsáveis, com o intuito de amenizar o entrave. Ademais, o governo Federal terá que designar mais verbas para ampliações desses projetos nas escolas, outrossim a criação expansão dos postos ambulatórios com capacitados que atenta fora das escolas, com o fito de assegurar as aflições emocionais das vitimas. Para assim, a escola se torne cada vez melhor e um lugar harmonioso, como foi conceituada pelo filósofo.