O combate ao bullying no Brasil
Enviada em 17/10/2019
No livro “Minha vida de menina”, de Helena Morley, é possível visualizar, lamentavelmente, uma cena frequente na sociedade brasileira atual. Em um momento, na escola, a escritora relata, que padeceu, a violência moral- sendo chamada de “asma de gato sardenta”- e física, por Lalá, sua vizinha, que a importunava regularmente. Atualmente, é fato, que a ação que a protagonista sofreu enquadra-se como bullying. Contudo, mesmo que desde 2016, esse tipo de violência é considerada um crime pela legislação brasileira, é necessário medidas conjuntas a esta, para combater essa violência.
Primeiramente, é indubitável salientar, que um dos ambiente recorrentes da prática de bullying são escolas. Essa problemática, deve-se a falta de orientação em perceber tais recorrência por parte de educadores. No livro supracitado, após os insultos e a violência física, Helena e Lalá são levadas a secretaria, o diretor Seu Leivas as manda voltar as suas salas, depois de uns poucos conselhos. Diante disso, nota-se a similaridade, no cenário escolar atual, da falta de um diálogo para resolver o impasse, com ajuda de psicólogos da área, para mitigar efeitos psicológicos nas vítimas e agressores e, para que tais ações não se repitam. Pois, como dito pelo educador brasileiro Paulo Freire, no livro “Pedagogia do Oprimido”, o diálogo é uma exigência essencial.
Em segundo lugar, é imprescindível, que outros lugares também são propícios a prática de bullying. Nesse sentido, no livro “O Cortiço”, de Aluísio de Azevedo, percebe-se a frequência dessa violência verbal com o personagem Albino, devido a esse apresentar traços rotulados como femininos. Desse modo, percebe-se a falta de tolerância com as diferenças. De acordo com Augusto Cury, “O sonho da igualdade só cresce no terreno do respeito pelas diferenças", demostrando, portanto, que a falta de benevolência as diferenças é um obstáculo para combater o bullying.
Desse modo, medidas exequíveis são necessárias para solucionar o bullying no Brasil. Precipuamente, urge que o Ministério da Educação conjuntamente a psicólogos, através de verbas destinadas a educação, realizem palestras de orientação para os professores, a fim de saberem como agir e perceber ações que se enquadrem nesse ato de violência e, assim, conduzir o agressor e vítima a acompanhamento psicológico, com intuito de resolver o problema. Ademais, é preciso, que o Estado realize campanhas midiáticas que demostre as diferenças encontradas na sociedade, para as pessoas já formadas no educandário, aprenderem a tolerar outros e não propagar o ódio, pois, pode afetar psicologicamente a vítima, como aconteceu com Helena e Albino. Assim, a sociedade pode apresentar uma harmonia social e o sonho de igualdade de Augusto Cury, se concretiza através do respeito.