O combate ao bullying no Brasil

Enviada em 16/10/2019

Uma das principais faltas em discussão é a prática do bullying, o qual Tem se tornado cada vez mais recorrente na adolescência. O termo de origem inglesa significa realização de atos violentos intencionais e repetitivas contra um indivíduo, podendo causar danos físicos e psicológicos. É notório o grande crescimento dos índices de casos de bullying no Brasil, portanto, medidas devem ser criadas para solucionar a problemática atual.

Segundo pesquisas divulgadas pelo Instituto Brasileiro de geografia e estatística (IBGE), um em cada cinco jovens brasileiros, na faixa dos 13 aos 15 anos, pratica bullying contra colegas de escola. Tal ato manifesta-se de diferentes formas, agressões físicas como empurrões e pontapés a pressões psicológicas como insultos e ameaças, ocasionando traumas e sendo capaz de desencadear problemas como depressão e insegurança nas vítimas. Os motivos, que levam alguém a praticar o bullying, podem estar relacionados a situações familiares, problemas pessoais, ou até mesmo experiências em que o agressor foi vítima.

De acordo com a psicóloga Cláudia de Moraes Bandeira, autora da obra “Bullying: auto- estima e diferenças de gênero”, crianças mais retraídas são os principais alvos, possuindo dificuldade em se abrir, ou expressar o que estão sentindo, seja na escola ou em casa . Queda no rendimento escolar, faltas escolares, baixa autoestima, atitudes agressivas e mudanças no comportamento são sinais mais frequentes, e, por isso a instituição familiar e escolar devem estar atentas as modificações de conduta apresentadas pelos jovens.

Em 2016, entrou em vigor a lei nº 13185, classificando o bullying como um crime, mas mesmo assim o número de suicídios e casos de depressão motivados por tal prática, tem crescido cada vez mais, levando a necessidade de medidas de combate e prevenção. É necessário que haja investimentos nas escolas para que elas possam ministrar palestras conscientizando os alunos sobre os malefícios do bullying. É ideal, portanto, oferecer assistência a vítimas e agressores que passaram por essa violência e orientação aos familiares para que eles fiquem atentos aos sinais, detectando possíveis casos, evitando tal crime.