O combate ao bullying no Brasil
Enviada em 16/10/2019
A Lei Antibullying(13.185/2016) obriga escolas e clubes a adotarem medidas de prevenção e de combate ao bullying. Apesar dessa medida ter sido sancionada e ter entrado em vigor, tal agressão ainda é comum nas escolas brasileiras. Junto a isso, essa forma de violência pode levar a traumas físicos e psicológicos entre as vítimas, bem como a construção de uma sociedade baseada na violência.
Em princípio, cabe analisar o papel da internet na comunidade hiperconectada sob a perspectiva de Pierre Lévy. Segundo o sociólogo e pesquisador, atualmente o grande impacto da internet ocasionou uma perda dos limites entre o mundo digital e o real. Sendo assim, diante de uma sociedade na qual o bullying está presente, certamente esse está incluso na internet. Tal fato é facilmente visualizado, pois de acordo com o Instituto de Pesquisa (IPSOS), o Brasil é o 2° país com mais casos de cyberbullying. Por conseguinte, essa violência causa traumas físicos e psicológicos.
Em segundo lugar, na série norte-americana “13 Reasons Why”, a personagem Hannah Baker, descreve os motivos pelos quais comete suicídio, através da gravação de 13 fitas, e uma das causas principais foi o bullying. Assim como a protagonista, diversas adolescentes e crianças sofrem pela naturalização, banalização, cultura violenta presente nas escolas e infelizmente a negligência da sociedade em identificar agressores e vítimas. Por tanto, massacres, reprodução de comportamentos violentos, evasão e queda no desempenho escolar são comuns após o descaso e impunidade dos agressores.
Em vista desse problema, a fim de incentivar o compartilhamento de experiências, por vítimas e agressores, com vistas a incentivar a empatia, as escolas devem explicitar a gravidade do assunto, organizar palestras e debates, por meio da abordagem do tema em sala de aula- psicólogos devem estar presentes para auxiliarem, identificar possíveis vítimas. Ademais, com o fito de intervir e reduzir as ocorrências de bullying, cabe ao Governo em conjunto à Secretaria Especial de Direitos Humanos, divulgar informações sobre a Lei Antibullying, por meio de campanhas, palestras em Prefeituras, nas quais os pais possam participar.