O combate ao bullying no Brasil
Enviada em 18/10/2019
Para Pierre Bourdieu, sociólogo francês, a violência simbólica é cometida com a cumplicidade entre quem sofre e quem a pratica, sem que, frequentemente, os envolvidos tenham consciência do que estão sofrendo ou exercendo. Esse conceito pode-se inferir claramente nos efeitos do bullying na sociedade brasileira. Considerando que a perpetuação dessa agressão pode levar a traumas físicos e psicólogos entre às vítimas, e consequentemente, a permanência do ciclo vicioso da violência.
Em princípio, a influencia da naturalização e banalização do bullying ocorre pela omissão produzida pela família, escola e sociedade. Isso acontece na medida que, ao testemunhar tal violência, esses indivíduos optam por negligenciar a situação, perpetuando episódios violentos no contexto cultural. Dessa maneira, surge uma sequência de acontecimentos que traduzem em traumas na saúde do oprimido, podendo futuramente reproduzir o ato, haja vista que, os princípios e valores foram distanciados.
Ademais, cabe analisar a postura da coletividade sob a perspectiva do escritor francés Jean-Paul Sartre. Segundo o autor, a violência faz-se passar sempre por uma contra-violência, quer dizer, por uma resposta a violência alheia. Nessa conjuntura, é fundamental entender o comportamento do agressor, visto que, casos de agressão está associada a opressão vivenciada pelos agressores em seu passado. Como o episódio ocorrido em Suzano (São Paulo), no qual dois ex-alunos invadiram a escola e promoveram um tiroteio. Isto é, a construção de tais atitudes está intrinsecamente ligada à um ciclo, em virtude dos fatos.
Infere-se, portanto, que é importante a prevenção e combate ao bullying. Para que isso ocorra, as instituições de ensino básico devem promover a abordagem do tema em sala de aula, com palestras e roda de conversa, explicitando a gravidade do assunto e visando reduzir situação de violência e perseguição. Outrossim, é necessário que ONGs viabilizem o apoio jurídico, social e psicológico às vítimas, somando a isso, inclua o agressor, com a intenção de atender a origem do problema social. Só assim, o país reduzirá as manifestações do bullying no cenário atual.