O combate ao bullying no Brasil

Enviada em 23/10/2019

De acordo com dados da ONU (Organização das Nações Unidas), cerca de 43% das crianças e jovens foram vitimas de algum tipo de bullying. Embora o número de campanhas e ações que buscam o fim dessa violência ter aumentado, a recente tragédia acontecida em Suzano demonstra que esse impasse ainda está presente. Fatores como o despreparo de professores e a intolerância a diversidade evidenciam a fragilidade do atual quadro no Brasil.

Primeiramente, a não aceitação da pluralidade é a principal motivação do bullying, uma vez que a diferença é vista como aberração. A proporção que esse comportamento avança, algumas tradições e costumes não são continuados por jovens, que tem medo das agressões que podem sofrer, leva a uma diminuição da diversidade cultural. Assim, como os acorrentados da caverna de Platão, os agressores tem se aprisionado em um ambiente intolerante por falta de conhecimento.

Ademais, outro aspecto se faz relevante, o bullying muitas vezes praticado nas salas de aula é tolerado por educadores, que não tem preparação para lidar com os acontecimentos, propiciando a difusão do comportamento. Segundo Pitágoras, é necessário educar as crianças para que não precise punir os adultos. Em conformidade om esse pensamento, a falta de instrução pode colaborar com a disseminação das agressões, mesmo quando os provocadores se tornarem adultos.

Logo, é notório que as atuais conjunturas educacionais e comportamentais colaboram para o retrocesso social. Portanto, faz-se necessário que o Ministério da Educação promova a capacitação dos professores, por meio de cursos ministrados por especialistas, como psicólogos que instruam a maneira adequada de abordar e evitar o bullying, para que aumente as chances desse comportamento ser erradicado das escolas. Além disso, as famílias propicie uma educação plural, que respeite as diferenças. Assim, seja aumentada as chances de reduzir a porcentagem de crianças vítimas de bullying.