O combate ao bullying no Brasil

Enviada em 20/10/2019

Na série ‘‘13 Reasons Why’’ produzida pela Netflix, é relatada a história de Hannah Baker, uma adolescente vítima de ameaças que encontra uma única saída para as violências vivenciadas, o suicídio. Embora, apresenta-se como uma ficção, casos como esse acontecem diariamente na realidade brasileira, principalmente no contexto escolar. Diante disso, mostra-se relevante debater o combate ao bullying no Brasil, o qual está presente, sobretudo, nos âmbitos governamental  no que tange, ao desconhecimento das leis e social ligado ao prejuízo na formação do indivíduo.

Antes de tudo, é evidente a falha do Governo acerca da situação. De acordo com a Lei Antibullying sancionada no ano de 2011 - assegura ao cidadão medidas de prevenção à violência, tanto física, quanto psicológica-. Nessa perspectiva, é notório as dificuldades das autoridades em promover ações que propiciariam maior conhecimento da existência dessa norma ao corpo social. Somado a isso, a ausência de instruções jurídicas aos envolvidos nos conflitos, como por exemplo, pais, vítimas, agressores e professores, muitas vezes, dessabem das responsabilidades que lhe são atribuídas e buscam atenuar os confrontos sem a assistência profissional especifica. Assim, estes ocasionam maiores transtornos ao invés de soluções. Diante disso, o Poder Executivo necessita promover campanhas, a fim de esclarecer os direitos da população.

Além disso, é necessário destacar a relação da violência psíquica e perceptível com o desenvolvimento pessoal do indivíduo. Junto a isso, convém ressaltar que a prática do bullying, geralmente, é iniciada nos anos inicias do processo acadêmico dos jovens. Por conseguinte, é congruente a formação de caráter e personalidade desse. Assim sendo, a vítima sofre danos irreparáveis na sua construção ética e moral, como por exemplo, o desenvolvimento de patologias tal qual a depressão, traumas e ansiedade, que influenciam ainda mais uma possível segregação social dos estudantes. Exemplificação disso, é o ‘‘Massacre do Redengo’’, em que, um jovem influenciado por problemas psíquicos, invadiu e assassinou vários alunos, com o objetivo de represália. Desse modo, as ONGS devem oferecer apoio.

Com o objetivo de minimizar os conflitos e brutalidades, medidas carecem ser executadas. Portanto, cabe ao Poder Executivo em parceria com a Secretaria Especial dos Direitos Humanos precisam desenvolver campanhas de exposição dos benefícios da legislação Antibullying, por meio da mídia televisiva e radiofônica, a fim de informar aos brasileiros sobre a segurança e precaução de qualquer intimidação. Aliado a isso, as escolas em parceria com as ONGS devem abordar o tema e explicitar a gravidade do assunto e assim, as ONGS favorecer amparo psicológico às vítimas e aos agressores, por meio de palestras, com o intuito de diminuir as hostilidades e fomentar a empatia e cuidado ao próximo.