O combate ao bullying no Brasil
Enviada em 20/10/2019
Durante os anos 90, ocorreu o Massacre de Columbine nos Estados Unidos, ataque promovido por dois jovens que buscavam vingança pelas agressões sofridas no período escolar e mostrou ao mundo a necessidade de se combater o ‘‘bullying’’. Hodiernamente, no Brasil, essa violência ocorre principalmente no ambiente escolar, em que crianças e adolescentes ainda na fase formadora sofrem agressões física e psicológica causadas não só pela falta de debates sobre o assunto como também pela falta de punição aos agressores.
Em princípio, convém ressaltar que segundo dados da revista El País, cerca de 30% dos alunos entrevistados havia sofrido violência de seus colegas entre os anos de 2009 a 2014 e tinham medo de contar a seus familiares ou coordenadores sobre o ocorrido. Esses dados revelam que o local que deveria ser aconchegante ao estudante acaba se tornando traumático e que além de dificultar o aprendizado, podem gerar automutilação e suicídios de adolescentes que não possuem amparo e hábito de conversa com a família ou com os orientadores.
Ademais, desde 2018 há a lei antibullying no Brasil que apesar de ser uma forma de atenção ao tema, não prevê pena a quem pratica o crime, logo, a medida não se torna efetiva. Além disso, há canais de denúncias do Ministério Público que são opções eficientes porém pouco divulgadas pelo governo e são pouco conhecidas pela população. Nesse contexto, torna-se evidente que a falta de condenação torna inviável a diminuição do problema.
Assim, cabe ao Ministério da Educação em colaboração com as escolas, a promoção de debates e palestras ministradas por psicólogos e tenham a participação dos pais e alunos a fim de encorar o jovem a dialogas sobre o tema. Outrossim, cabe ao Ministério Público a execução e aplicação de leis aos acometedor de crimes e também o Governo Federal em parceria com as mídias pode realizar campanhas com a finalidade de dispersar os meios de denúncias para que possam ser conhecidos pela sociedade.