O combate ao bullying no Brasil
Enviada em 24/10/2019
O bullying é um termo recente de origem inglesa - criada no início do século XXI - amplamente difundida e adotado em todo o mundo, que se refere à prática de distintas formas de violência efetuadas entre crianças e jovens. Nesse contexto, pode-se pontuar um caso a cada dez estudantes no Brasil, segundo dados do Ministério da Saúde (MS), que reflete como um expressivo problema de saúde pública. Dessa forma, observa-se como fatores promotores para esse grave entrave a inobservância dos pais e do Estado na identificação e resolução, assim convém abordar as estratégias de combate ao bullying, no âmbito individual e coletivo.
Em primeiro plano, verifica-se a presença de instabilidades afetivas e sociais no agressor e no agredido dessa ato de violência, aflorado entre indivíduos do mesmo microambiente escolar. Nesse viés, deve-se encarar que ambos os envolvidos são vítimas, nas primeiras fases da vida, uma vez que são crianças e estão em processo de desenvolvimento psíquico e intelectual, assim, cabe aos pais e a escola identificar e tratar alterações comportamentais. Logo, conforme o psicanalista Freud, a infância é a etapa determinante para moldar a saúde mental no presente e nas demais fases, e a família é o eixo estrutural para viabilizar um saudável crescimento. Assim sendo, pode-se associar as fragilidades nesse conjuntura como fator propulsor para o comportamento agressivo do agente, bem como déficit de aceitação e quadros de introspecção no afetado - perfis mais prevalentes.
Por conseguinte, a tímida ação da esfera pública ainda é um grande impasse para a resolução dessa problemática. De tal forma que, não se identifica uma política pública voltada, especificamente, para o enfrentamento desse problema no ambiente escolar, que reverbera em distintos atos cotidianos de danos, desde ansiedade até ações letais. Para exemplificar, menciona-se o caso de Suzano, São Paulo, na qual dois adolescentes - vítimas de bullying anteriormente - invadiram a escola estadual que estudaram e mataram 10 alunos. Dessa maneira, convém ratificar a urgência em atuar frente a todo tipo de brincadeira ou atitude que violem direta ou indiretamente o outro.
Fica claro, portanto, a necessidade de implantar medidas para amenizar essa situação. Para isso, o MS, deve implantar programa anti-bullying, no ambiente escolar com participação da Estratégia de Saúde da Família (ESF), através de palestras e acompanhamentos dessas famílias, mensalmente, com efeito de combater a recidiva de ações que ferem os direitos humanos. Em adição, o Ministério da Educação deve aprovar e implantar nas diretrizes curriculares, a disciplina de inteligência emocional, sendo ministrada uma vez na semana, a partir do nível infantil, no intuito de minimizar a instalação do bullying e de promover a plena saúde mental de todos os envolvidos.