O combate ao bullying no Brasil
Enviada em 26/10/2019
Carlos Drummond de Andrade, escritor brasileiro, dizia que todos são estranhos ímpares. Nesse sentido, o combate ao bullying no Brasil é uma necessidade para garantir o direito de cada indivíduo ser como quiser. Sendo assim, pode-se citar a impunidade com quem comete tais atos e preconceito diversos como pilares da problemática em questão.
Cabe pontuar, primeiramente, que grande parte dos atos de bullying acontecem nas escolas. Tal fato dificulta a punição dos infratores, uma vez que, por ser cometido por menores, os mesmos sofrem apenas medidas socioeducativas e não sanções penais. Além disso, tal ato gera traumas e pode acarretar em vinganças sangrentas, como a de Columbine (EUA), Realengo (RJ) e Suzano (SP), onde vítimas de tal crime acabaram por assassinar diversos jovens. Observa-se, então, que a impunidade com tal ato criminoso pode gerar reações extremas que impactam a vida de inúmeras pessoas.
Outrossim, há, historicamente, muita desigualdade e preconceito no Brasil. Contudo, as noções de igualdade e respeito são relativamente recentes e pouco difundidas. Ademais, Émile Durkheim, sociólogo francês, dizia que além de formador da sociedade, o homem é um fruto dela, com isso, uma cultura que não aceita as diferenças tende a criar gerações futuras igualmente preconceituosas. Dito isso, nota-se que o pensamento retrógrado de parte da população é contribui bastante para o problema.
Fica claro, portanto, que o combate ao bullying no Brasil é necessário. Logo, cabe ao Governo Federal, via Ministério da Justiça, coibir tais atos, punindo mais severamente os praticantes. Exemplo disso seria a criação de centros de detenção para que os menores que cometem tal infração sejam punidos com maior rigor, não desrespeitando o Estatuto da Criança e Adolescente, a fim de impedir que mais crimes desse tipo aconteçam. Por fim, tomada tal medida, a singularidade de cada indivíduo poderá ser respeitada.