O combate ao bullying no Brasil

Enviada em 23/10/2019

O termo em inglês “bullying” caracteriza um tipo específico de agressão verbal ou física entre crianças e adolescentes em idade escolar. Na maioria dos casos, as características corporais ou comportamentais das vítimas são utilizadas como motivadores das discriminações nas escolas brasileiras. Atualmente, estudos apontam a existência de graves consequências psicológicas para o indivíduo que é alvo de tais injúrias, e também apontam o meio familiar como forte influenciador dessa realidade. Portanto, é urgente a discussão acerca de como modificar o cenário violento e intolerante nas escolas nacionais, visto que, afeta diretamente a sociedade brasileira.

Nesse contexto, foi elaborado uma pesquisa na Universidade de São Paulo que indicou a relação entre a má integração familiar e o envolvimento de suas crianças com casos de bullying. É evidente que o acompanhamento e a manutenção do canal de diálogo é de suma importância no acolhimento e atenção aos jovens. Contudo, tal supervisão é defasada nos lares brasileiros, seja por irresponsabilidade ou falta de orientação escolar. Em decorrência da falta de assistência familiar, crianças e adolescentes crescem sob a ameaça de desenvolver problemas psicológicos de ansiedade e depressão, além do risco de assumirem posturas de violência e discriminação por toda a vida adulta.

Ademais, com o uso frequente das redes sociais entre essa faixa etária, o bullying assumiu a forma virtual de manifestação, agregando mais um desafio em seu combate. O cyberbullying tornou-se uma realidade para os jovens brasileiros, com o agravante do poder do anonimato e da rápida difusão de conversas e informações. Tal realidade também é o resultado da falta de orientação quanto ao bom uso da tecnologia, visto que a internet é uma oportunidade inédita para adquirir conhecimentos e acessar informações úteis. Contudo, menos da metade das escolas brasileiras utilizam as redes sociais ou instrui seus alunos no seu uso, segundo o site de notícias G1.

Portanto, diante do exposto, o combate ao bullying no Brasil deve ser incessante e tomado como prioridade nas escolas públicas e privadas. Para tanto, o Ministério da Educação deve investir na elaboração de canais de diálogo entre professores e profissionais da educação de todo o Brasil, com o objetivo de desenvolver uma rede de compartilhamento de informações e observações em relação ao bullying e suas formas de manifestação. Cita-se como exemplo a criação de plataformas online que ofereça canais virtuais de debate e cursos de capacitação. Além disso, as famílias brasileiras devem estar inseridas na rotina de suas crianças, de maneira a acompanha-las e escuta-las quando necessário, afim de identificar possíveis manifestações do bullying. Dessa forma, o Brasil terá jovens e crianças com redes de suporte eficientes no combate à discriminação.