O combate ao bullying no Brasil

Enviada em 23/10/2019

A Lei Antibullying sancionada em 2016 obriga que escolas e clubes desenvolvam medidas para a prevenção e combate ao bullying. Contudo, segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), os casos de jovens que sofrem humilhações no ambiente escolar vem crescendo nos últimos anos. Com isso, nota-se que a prática do bullying ainda é comum nas escolas brasileiras.

A persistência dos casos de bullying é atribuída, principalmente, à omissão da escola em relação às agressões. A direção escolar (autoridade máxima da instituição) é obrigada a acionar, tanto as autoridades públicas, quanto os pais dos envolvidos no incidente, fato que, na maioria das vezes, não é observado.

O bullying afeta diversos aspectos da vida do adolescente, incluindo saúde mental, desempenho acadêmico e frequência escolar. De acordo com uma pesquisa, realizada no Reino Unido, 35% das vítimas de bullying passaram a faltar às aulas e 20% precisaram mudar de escola. Além disso, a pesquisa apontou também que 1 em cada 5 dos estudantes cogitou suicídio depois das agressões sofridas.

Com isso, percebe-se que o bullying ainda é um problema presente na sociedade brasileira, logo, medidas de prevenção e combate devem ser tomadas. A curto prazo, as autoridades brasileiras devem disponibilizar meios para que as escolas relatem as ocorrências de bullying através da internet, para que seja agilizado o processo de investigação e apuração dos fatos. Além disso, é apreciável  que o Governo Federal aumente as multas para as escolas responsabilizadas por omissão aos casos de agressão. Cabe também ao Ministério da Saúde promover campanhas de auxílio e acolhimento das vítimas de bullying. Com essas medidas, o cenário de violência nas escolas deve, gradativamente, diminuir.