O combate ao bullying no Brasil
Enviada em 25/10/2019
O filme “Carrie a Estranha” apresenta a vida de Carrie, uma jovem que, após sofrer “bullying”, revolta-se em sua formatura e faz um massacre em seu colégio. Retratado na ficção, essa história é uma representação fiel do que ocorre nas escolas brasileiras, muitas relações abusivas, no qual diversas crianças são vítima de agressão por parte de seus colegas. Certamente, isso acontece devido ao fato de que a maioria dos pais não conversam com seus filhos, e, além disso, esse fenômeno cria crianças revoltadas.
Deve-se pontuar, de início, que o “bullying” nas escolas cria jovens violentos e depressivos, e isso é preocupante, pois esses podem fazer coisas no qual sofrerão consequências por toda a sua vida. É notável isso nos diversos massacres que aconteceram nas escolas brasileiras, como o do Realengo, por exemplo, no qual dois jovens, após serem vítimas de “chacotas”, revoltaram-se e mataram diversas pessoas. E isso é alarmante, pois todos os indivíduos do ambiente escolar podem se prejudicar devido a esse problema.
Ademais, outro fator que ajuda a perpetua essa situação é a falta de diálogo dos jovens com os pais, esses que muitas vezes deixam de conversar, ou chegam até a incentivar seus filhos com frases como “se você apanhar na rua, apanha em casa também”, e é notável que expressões como essa são baseadas nos “Códigos Hamurabis” informais que existem na sociedade, no qual, ao invés de resolverem as coisas no diálogo as pessoas optam pela agressão. Em virtude disso, as crianças e os adolescentes tornam-se mais violentos, ou deixam de fazer coisas por medo, ao invés de respeito.
Visto isso, faz-se necessário a reversão de tal contexto. Para isso, é preciso que o Ministério da Educação crie uma política pública que vise dar suporte psicológico para os agressores e para as vítimas de “bullying”, isso acontecerá por meio da contratação de psicólogos que irão atuar em todas as escolas brasileiras, esses deverão oferecer terapias aos alunos que fazem parte desses relacionamentos abusivos, e, além disso, eles também serão responsáveis por mediar debates que visem explicar as conseqüências desses atos na vida das pessoas. Outrossim, é essencial que os pais dos alunos os “vigiem” e sempre tenham conversas com eles, para que assim, eles consigam identificar se seus filhos são vitimas ou praticantes dessas ações. Dessa forma, talvez em um futuro próximo, a história de Carrie aconteça apenas na ficção.