O combate ao bullying no Brasil
Enviada em 28/10/2019
Na mitologia grega, Sísifo foi condenado por Zeus a rolar uma enorme pedra morro acima eternamente. Todos os dias, Sísifo atingia o topo do rochedo, contudo era vencido pela exaustão, assim a pedra retornava à base. Hodiernamente, esse mito assemelha-se à luta cotidiana contra a violência de adolescentes que acontecem nas escolas. Nesse contexto, não há dúvidas de que a reincidência dos casos de bullying é um desafio no Brasil o qual ocorre, infelizmente, devido não só à displicência escolar, mas também pela falta de estrutura em muitos núcleos familiares.
Precipuamente, é fulcral pontuar que a falta de ação das escolas deriva da baixa atuação dos setores governamentais, no que concerne à criação de mecanismos que coíbam a descriminação escolar. Segundo o pensador Thomas Hobbes, o Estado é responsável por garantir o bem estar da população, entretanto isso não ocorre no Brasil. Devido a ausência de debates nas escolas sobre temas como respeito, complacência e solidariedade, acabam por formar jovens intolerantes. Tal fato pode ser visto na série “13 REASONS WHY”, que conta a triste história de uma jovem lutando contra a violência e sendo hostilizada por todo o seu ambiente escolar. Por consequência ela acaba tirando a sua vida, em virtude de todo o abuso físico e psicológico que enfrentava.
Ademais, é imperativo ressaltar as circunstâncias familiares como promotor do problema. De acordo com uma pesquisa realizada pelo psicólogo Wanderlei Abadio de Oliveira, da Universidade de São Paulo (USP), tanto as crianças que sofrem perseguição quanto as que praticam têm histórico de más relações familiares. Partindo desse pressuposto, nota-se a existência de ambientes instáveis, que se identificam pela presença de brigas entre parentes, alcoolismo e drogas entre os cidadãos, os quais criam potenciais bolinadores ou vítimas que não pedem suporte para enfrentamento da questão.
Assim, medidas exequíveis são necessárias para conter o avanço da problemática na sociedade brasileira. Dessarte, com o intuito de mitigar o problema do bullying, necessita-se urgentemente, que o Tribunal de Contas da União direcione capital que, por intermédio do Ministério da Educação (MEC), sera revertido em palestras nas escolas, ministradas por psicólogos e vítimas reais que superaram a zombaria, para orientar os pais e os alunos, afim de que desde a infância possa haver a construção de mentes sólidas e emocionalmente estáveis, transformando os indivíduos capazes de enfrentar os conflitos e pedirem ajuda, alem da formação de familiares informados e capacitados de ensinar os seus filhos a terem pensamentos de tolerância e amor ao próximo. Dessa modo, atenuar-se-á, em médio e longo prazo, o impacto nocivo da perseguição escolar, Assim, a realidade distanciar-se-á do mito grego e os Sísifos brasileiros vencerão o desafio de Zeus.