O combate ao bullying no Brasil
Enviada em 24/10/2019
Na renomada série “13 reaosns why”, a jovem Hannah Baker acaba se suicidando e um dos motivos que a levou a tal ação extrema foi o bullying que sofria na escola. Fora do universo cinematográfico, essa prática nociva é comum e causa severos danos físicos, psicológicos e, até mesmo, materiais. Nesse sentido, o bullying precisa ser combatido seja através do aumento no monitoramento de atos prejudiciais, seja com campanhas de conscientização.
Primeiramente, é notório o parco investimento em fiscalização de bullying. Já existem algumas inovações, como a criação de tecnologias de monitoramento de palavras chave e discurso de ódio no meio cibernético, mas, no que tange o ambiente não virtual, poucas atitudes concretas foram realizadas. De fato, de acordo com o artigo 5º da Constituição brasileira, todo cidadão tem direito a segurança e qualidade de vida. Assim, considerando que o bullying se caracteriza como uma ação repetitiva que traz malefícios a um indivíduo, é de suma importância assegurar que agressores sejam identificados e punidos.
Além disso, no ambiente familiar é, muitas vezes, instituída uma cultura de negligência e violência. O filósofo e estudioso Sigmund Freud, ao longo de suas pesquisas realizadas no século XX, descreveu o aprendizado humano como uma “cópia” de comportamentos observados por figuras de autoridade - como os pais, por exemplo - e repetição de padrões aprendidos na infância. Com isso, a cultura do bullying também tem início em experiências negativas vivenciadas em casa que, por associação, o indivíduo extrapola para outros ambientes. Independente da origem, tais atitudes precisam ser combatidas no Brasil.
Faz-se necessário, portanto, que o Governo Federal, associado a Receita Federal, amplie a fiscalização do bullying, através da criação de aplicativos que permitam o usuário, anonimamente, denunciar casos de violência, uma vez que o empoderamento da vítima também é importante para coibir ações violentas e. Ademais, com o intuito de modificar comportamentos prejudiciais aprendidos em casa, psicólogos devem ministrar palestras, em feiras nas escolas, a respeito dos malefícios de ser violento e as consequências que isso traz para outros, pois é direito de todos ter segurança. Dessa forma, casos como os de Hannah Baker ficarão concentrados no meio ficcional e não se transporão para a realidade do brasileiro.