O combate ao bullying no Brasil

Enviada em 24/10/2019

Desde o Brasil colonial, a rejeição ao diferente era grande, visto que ainda naquela época, os nobres escolhiam as roupas dos escravos, evidenciando uma cultura de preconceito. No entanto, séculos depois, observa-se ainda um comportamento similar, uma vez que a sociedade ainda julga as pessoas, seja pelo modo de se vestir ou pela aparência. Nesse contexto, fica evidente que grande parcela da população ainda enfrenta dificuldades para aceitar o que é diferente, resultando em preconceitos e até mesmo a violência física ou verbal, na qual sua maioria acontece em âmbito escolar, o que gera um problema social, conhecido como bullying, o qual é ainda agravado pelas ineficazes leis brasileiras.

Em primeiro lugar, faz-se necessário explicitar a demora do governo a tomar atitudes, visto que apenas em 2016, foi aprovada a lei que obriga escolas e clubes a combaterem o bullying. No entanto, tal medida foi ineficaz, sem fiscalização, pois o bullying continua presente nas escolas, como mostra pesquisa feita pelo IBGE, que revelou que quase a metade dos alunos entrevistados na pesquisa (46,6%) já sofreram bullying em 2016, tornando-se explícito a falta de eficácia das leis, o que acarreta, desta maneira, a necessidade de novas medidas para diminuir os altos índices.

Por conseguinte, vale salientar que este comportamento é algo cultural no país, pois o Brasil foi construído em uma sociedade com mais de 300 anos de escravidão, com uma cultura de preconceitos e desrespeitos. Nesse contexto, é importante ressaltar que pelo fato cultural, diversas pessoas atualmente sofrem com bullying, como releva pesquisa feita pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), na qual mostra que para 18,6% dos pesquisados, o bullying ocorreu devido a aparência do corpo e 6,8% para casos envolve raça ou cor, ficando ,desta maneira, evidente o grande problema social que assola o Brasil.

Portanto, é de extrema importância que o Governo, junto ao Ministério da Educação tomem medidas, por exemplo, a implementação de palestras em sala de aula, as quais devem ser ministradas por professores, psicólogos, assistentes sociais e médicos, que orientem os alunos a interagirem entre si de forma respeitosa e mostrando as consequências que o bullying pode causar na vida da pessoa. Além disso, outra medida seria por parte do Ministério da Justiça e Segurança Pública, como, o aumento de fiscalização das leis, por meio de cursos para capacitar os professores, para que os mesmos possam fiscalizar os alunos nas escolas e tomar as medidas adequadas, além de implementar ações para prevenção, fazendo, deste modo, uma diminuição nos casos de bullying.