O combate ao bullying no Brasil
Enviada em 27/10/2019
O livro “Os 13 porquês”, do autor Jay Asher, é um romance que demonstra, por meio da personagem Hanna Backer, como o “bullying” pode afetar uma pessoa, ao ponto de ocorrer suicídio. Não obstante da realidade, no cenário brasileiro, a ação de cometer “bullying” é frequente nas escolas, carecendo, então, de medidas que visem combatê-la entre os jovens. Nesse plano, o despreparo das escolas ante atitudes nocivas, bem como a ausência de uma cultura de paz, precisam de um olhar crítico para que as medidas tomadas venham - de fato - atenuar o problema.
Em primeiro lugar, de acordo com a Constituição brasileira, é responsabilidade das escolas combater o “bullying”. Entretanto, há falhas, no cumprimento da Lei, por conta do despreparo destas instituições. Isso porque, os profissionais da educação têm, até agora, restringido a educação a um conhecimento mecânico. Desse modo, prováveis sinais de que o aluno está sofrendo “bullying” são despercebidos, o que, por consequência, acarreta em baixa produtividade escolar, transtornos psicológicos, violência constante e, possivelmente, como no livro supracitado: suicídio.
Além disso, afora combater o “bullying”, é essencial que existam propostas de prevenção. Nesse sentido, vale mencionar o livro “Extraordinário”, da autora J.R. Palácio, que é um manifesto em favor da gentileza e, especialmente, do respeito às diferenças. Assim como o personagem principal, Auggie, muitos alunos sofrem por causa de características que os distinguem dos demais. Entretanto, uma cultura de paz, conforme acontece na obra, promovida pela escola, certamente tornará o problema menos presente.
Destarte, é necessário que existam meios para combater o “bullying” entre os jovens brasileiros. Para tanto, o Ministério da Educação (MEC), deve, em parceria com psicólogos, instruir, por meio de campanhas e cartilhas, os profissionais da educação, a fim de combater a recorrência de práticas nas escolas, para o cumprimento da Lei. Por outro lado, o corpo pedagógico das escolas, com rodas de conversa, eventos de arte e atividades similares, incentivará o respeito às diferenças, fazendo assim, com que exista uma cultura de paz nas escolas, evitando tragédias como em “Os 13 porquês”.