O combate ao bullying no Brasil

Enviada em 25/10/2019

Em 1976, por meio do filme “Carrie, a Estranha”, o contexto cinematográfico expôs as consequências da prática do bullying. No cenário, a jovem protagonista sofre uma armadilha pensada por seus colegas de classe para humilhá-la no baile de formatura. Hodiernamente, esse tipo de agressão se tornou latente no Brasil, sendo uma questão governamental a partir de 2016, ano em que a prevenção e o combate ao bullying obtiveram reforços na lei. Desse modo, faz-se necessário evidenciar as motivações da prática, bem como a postura da escola e da família perante a situação, a qual se torna cada vez mais desafiadora.

A princípio, é notório que o papel das escolas é fundamental para o combate ao bullying, uma vez que, é por intermédio dela que a exposição será dada. Nesse sentido, em 2015, a maior incidência dos casos desse tipo de agressão ocorreu nas escolas, tendo a aparência física como principal motivação, segundo o IBGE. Isso é devido ao precário comprometimento escolar em cumprir a Lei de Combate ao Bullying nº 13.185/2015, o qual acarreta também a falta de espaço para que o jovem sinta confiança em expor suas aflições. Assim, vale ressaltar a suma importância de as instutuições educacionais abordarem o assunto dentro e fora da escola, pois, urge a necessidade de diálogo como auxílio aos jovens, a fim de incitar sua segurança em relação aos outros alunos e aos professores.

Em segunda análise, apesar da prática suceder, majoritariamente, no ambiente escolar, a família também possui grande relevância para o combate desses atos. Contudo, é imprescindível que haja atenção dos responsáveis sobre os jovens para a percepção dos sinais. Por exemplo, de acordo com a pesquisa feita em 2017 pela Escola de Enfermagem de Ribeirão Preto (USP), a má relação com os familiares é um dos fatores que afetam o comportamento das crianças e adolescentes dentro da sala de aula. Sob essa perspectiva, uma vez que o espaço de acolhimento se vê corrompido, os problemas externos tendem a se agravar e, consequentemente, traz mais problemas para a pessoa que sofre com o bullying.

Ante o exposto, debruçar-se sobre esse impasse é indubitável. Portanto, o Ministério da Educação deve inserir psicólogos nas escolas, com o fito de promover a segurança dos jovens em expor seus sentimentos e anseios, por meio de diálogos individuais e coletivos, visto que esses profissionais conseguirão direcioná-los para um devido tratamento, conforme cada situação. Não obstante, esses psicólogos alertarão os familiares para que possam se tornar coadjuvantes na solução. Assim, sanar-se-á a problemática e será viável evitar que novas Carries sofram com o bullying futuramente.