O combate ao bullying no Brasil

Enviada em 27/10/2019

Principal mentor das tragédias de Realengo e Suzano, o bullying é um problema global. Seja o agressor, seja a vítima ou seja a testemunha todos sofrem com o bullying e em meio a uma crescente onda no Brasil, é preciso tomar cuidado, citar os principais culpados e propor as mais cabíveis soluções. Todavia, filmes como ‘‘Como Ser o Pior Aluno da Escola’’, mostram que na verdade, o Bullying não se trata apenas de algo restrito a escola, é uma questão cultural.

Em Ateneu de Raul Pompéia por exemplo, vemos que uma sociedade em construção débil leva a uma construção de caráter social débil também, com uma retratação de uma escola na Primeira República baseada em aristocracia, corrupção e hipocrisia, com o personagem principal Sérgio sendo alvo veemente do personagem Sanches, que o usa como alvo para suas frustrações.

Tal qual em toda essa história podemos encontrar características do bullying, que no caso do Massacre de Realengo e Suzano foram exemplos da frustração masculina da figura do ‘‘incel’’ (ou ‘‘celibato involuntário’’), uma subcultura baseada em homens que rejeitados pelos padrões sociais se tornam armas de repúdio contra o sexo feminino (até se considerando incapazes de encontrar uma esposa), o que fora explicitado pelo fato das vítimas em foco serem jovens masculinos de alto ciclo social ou diretamente jovens meninas, no caso de Realengo, por exemplo, o atirador Wellingnton Menezes de Oliveira atirava nos braços dos meninos e no rosto das meninas além de fazer parte de um chat relacionado a subcultura (assim como os atiradores de Suzano).

Assim, é cabível que o MEC aja efetivamente promovendo nacionalmente através de comerciais campanhas de prevenção ao bullying que facilitem a exposição de casos aos corpos docentes das escolas com mais facilidades, assim propondo com solidariedade dar um fiz de vez a tamanha mazela social que pode se voltar para toda uma sociedade.